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Entre barragens e cafezais: os encantos de Jaguaré que poucos conhecem

O município preserva suas raízes culturais enquanto avança na agricultura, na infraestrutura e na oferta de serviços públicos.

Foto: Divulgação/Setur

Jaguaré, no Norte do Espírito Santo, combina tranquilidade, hospitalidade e forte ligação com o campo. O município preserva suas raízes culturais enquanto avança na agricultura, na infraestrutura e na oferta de serviços públicos.

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Com área territorial de aproximadamente 659,7 quilômetros quadrados e população superior a 31 mil habitantes, Jaguaré apresenta paisagens rurais, comunidades tradicionais e diferentes opções de lazer.

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A cidade também ocupa uma posição estratégica às margens da BR-101. A rodovia facilita o deslocamento de moradores, visitantes e da produção agrícola, uma das principais forças da economia local.

Jaguaré se destaca principalmente pelo cultivo de café conilon e pimenta-do-reino. Outras culturas agrícolas também movimentam as propriedades rurais e fortalecem a geração de renda no município.

Além da produção no campo, o destino reúne barragens, cachoeiras, espaços culturais, parques, praças e empreendimentos ligados ao turismo rural e gastronômico.

História de Jaguaré começou entre matas

Foto: Divulgação/Setur

A história de Jaguaré começou em uma região cercada por mata nativa e por uma vegetação conhecida como capim jaguaré. O nome também fazia referência a uma antiga lagoa existente no território.

A partir da década de 1940, famílias pioneiras começaram a ocupar a região. Os primeiros moradores abriram caminhos, organizaram comunidades e implantaram atividades agrícolas. O processo de colonização ganhou força em áreas como Fátima, Barra Seca Velha, São João Bosco e na região que mais tarde formaria a sede do município.

Na comunidade de Fátima, nomes como João Cruz, Cândido e Lourival dos Santos participaram dos primeiros movimentos de ocupação. Famílias como Luck, Altoé, Cerutti, Tognere, Backer e Russe também contribuíram para o desenvolvimento da região.

Em Barra Seca Velha, Faustino e José Carminate, vindos de Guarapari, estiveram entre os pioneiros. José Rosa e integrantes da família Aniba também ajudaram a estruturar a comunidade. São João Bosco recebeu caboclos e descendentes de italianos que vieram da região do quilômetro 41, em São Mateus. Entre eles estavam integrantes das famílias Monteiro, Moura, Suim e Santos.

A sede municipal se formou principalmente com descendentes de italianos vindos do Sul do Espírito Santo. Muitas famílias chegaram de cidades como Castelo e Venda Nova do Imigrante.

Emancipação marcou nova etapa do município

Foto: Divulgação/Setur

Jaguaré foi elevado à condição de distrito em 1964. Anos depois, a população iniciou o movimento em defesa da autonomia administrativa.

O plebiscito realizado em 15 de novembro de 1981 registrou 1.979 votos favoráveis à emancipação. O município foi criado em 13 de dezembro de 1981 e instalado oficialmente em 31 de janeiro de 1983.

Desde então, Jaguaré ampliou sua estrutura urbana e fortaleceu sua atividade econômica. O município também preservou costumes relacionados à vida rural, à religiosidade e à convivência comunitária.

Atrativos turísticos de Jaguaré

Foto: Divulgação/Setur

Jaguaré reúne opções de lazer, cultura, natureza e turismo rural. Entre os principais pontos urbanos estão a Igreja Matriz de São Cipriano, a Casa da Memória, a Praça Nicolau Falcheto, o Parque Água Viva e o Estádio Conilon.

Na zona rural, destacam-se a Cachoeira do Bereco, as barragens de Água Limpa, Jundiá e São Geraldo, além dos vales do Barra Seca e do Caximbal. Esses locais oferecem paisagens tranquilas, contato com a natureza e cenários ligados à agricultura.

O município também conta com espaços de lazer, como clubes, pesque-pague e recantos rurais. Já os empreendimentos de café, mel, queijos, cervejas artesanais, chás e pimentas valorizam a produção local e ampliam as experiências gastronômicas.

Jaguaré também preserva sua cultura por meio do Teatro Renascer, da Associação Quilombola e de outros espaços comunitários. Com atrativos variados, a cidade apresenta ao visitante a história, os sabores e o modo de vida do interior capixaba.

Com informações da Secretaria de Estado de Turismo (Setur).

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