OMS defende calendário de vacinas recomendadas para crianças após decreto de Trump
Organização Mundial da Saúde afirmou que calendários de vacinação devem seguir evidências científicas após decreto que reduz para 11 as vacinas infantis recomendadas nos Estados Unidos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu nesta terça-feira (11) que os calendários de vacinação infantil sejam definidos com base em evidências científicas.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA manifestação ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar um decreto para reduzir para 11 o número de vacinas infantis recomendadas no país.
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Trump afirmou que a mudança busca aproximar o calendário norte-americano de outros países desenvolvidos que recomendam menos imunizantes. Especialistas, porém, destacam que cada país enfrenta diferentes riscos de doenças e possui sistemas de saúde próprios.
Segundo a OMS, as recomendações de vacinação resultam de décadas de pesquisas e análises sobre o período em que as pessoas ficam mais vulneráveis a determinadas doenças e sobre o desenvolvimento do sistema imunológico.
Mudança gera críticas
O decreto também recomenda separar a vacina combinada contra sarampo, caxumba e rubéola em três aplicações individuais.
A medida provocou críticas de associações médicas, especialistas em saúde pública e fabricantes de vacinas. Eles afirmam que não existem novas evidências científicas que justifiquem as alterações.
Especialistas também alertam que a redução de vacinas recomendadas pode aumentar a vulnerabilidade de crianças a doenças evitáveis e gerar dúvidas entre pais sobre o momento adequado para a imunização.
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