Vacina contra meningite passa a ser indicada para bebês
A Anvisa ampliou a indicação da MenQuadfi para bebês a partir de seis semanas contra quatro sorogrupos de meningococo.

Bebês a partir de seis semanas de vida ganharam uma nova possibilidade de proteção contra formas graves de doença meningocócica. A vacina contra meningite para bebês é fundamental para proteger essa faixa etária. A Anvisa ampliou a indicação da vacina MenQuadfi para essa faixa etária. O imunizante já tinha autorização para outras idades.
A mudança interessa principalmente às famílias de bebês pequenos. Durante o primeiro ano de vida, as crianças apresentam maior risco de desenvolver complicações relacionadas à doença meningocócica. A vacina protege contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis. Porém, a nova autorização da Anvisa não significa automaticamente que a vacina passou a integrar o calendário de vacinação do SUS.
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A partir de qual idade o bebê pode receber a MenQuadfi?
A nova indicação permite o uso da MenQuadfi a partir de seis semanas de vida. A vacina utiliza tecnologia conjugada e recebe aplicação por via intramuscular. O esquema de doses depende da idade e das orientações previstas na bula. A ampliação ocorreu após a análise de estudos que avaliaram a segurança do imunizante em bebês.
Os estudos acompanharam cerca de 6 mil crianças entre seis semanas e menos de 12 meses. Os pesquisadores também analisaram dados de mais de 5 mil crianças que receberam uma dose de reforço após completar 12 meses. Os resultados não identificaram novos sinais relevantes de segurança relacionados à vacina.
Por que a meningite meningocócica preocupa?
A doença meningocócica pode evoluir rapidamente e provocar quadros graves. A bactéria Neisseria meningitidis pode permanecer na parte superior do sistema respiratório sem causar sintomas. Em algumas pessoas, porém, ela invade o organismo e provoca uma infecção invasiva.
Essa infecção pode atingir as meninges, estruturas que protegem o cérebro e a medula espinhal. Nesse caso, ocorre a meningite meningocócica. A bactéria também pode chegar à corrente sanguínea e provocar meningococcemia. Essa forma apresenta evolução rápida e exige atendimento médico imediato.
Como acontece a transmissão?
A bactéria pode passar de uma pessoa para outra por meio de gotículas e secreções respiratórias. O contato próximo e prolongado aumenta o risco de transmissão. Ambientes com aglomeração também podem favorecer a circulação da bactéria. Muitas pessoas carregam o meningococo sem desenvolver a doença. Mesmo assim, algumas infecções podem evoluir para quadros graves.
Quais sintomas exigem atenção?
Os sintomas podem surgir rapidamente e merecem avaliação médica imediata. Entre os sinais estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas e vômitos. A pessoa também pode apresentar sonolência, confusão, sensibilidade à luz e manchas na pele. Em bebês, os sinais podem ser menos específicos. Irritabilidade, recusa alimentar, sonolência excessiva e alterações no comportamento merecem atenção. Diante de sintomas importantes, a família deve procurar atendimento médico rapidamente.
A vacina protege contra todos os tipos de meningite?
Não. A meningite pode surgir por diferentes causas. Vírus, bactérias, fungos e outros agentes podem provocar a inflamação das meninges.
A MenQuadfi protege especificamente contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis. Portanto, a vacina não elimina o risco de todas as formas de meningite.
Além disso, outras vacinas também fazem parte das estratégias de prevenção contra diferentes agentes que podem provocar meningite.
A MenQuadfi já está disponível no SUS?
A aprovação da Anvisa permite o uso da vacina dentro das indicações autorizadas. Entretanto, essa decisão não significa incorporação automática ao calendário público.
O Ministério da Saúde define quais vacinas integram o Programa Nacional de Imunizações e quais grupos recebem cada imunizante. Por isso, famílias devem consultar o calendário oficial de vacinação e a unidade de saúde responsável pela vacinação infantil.
A ampliação da indicação representa mais uma alternativa para proteger bebês contra uma infecção que pode evoluir rapidamente. Para os pais, a principal orientação continua sendo acompanhar o calendário de vacinação e conversar com um profissional de saúde sobre as vacinas indicadas para cada idade.
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