Saúde e Bem-estar

Vacinas na gestação também protegem o bebê. Entenda como

Entenda como vacinas aplicadas durante a gestação podem proteger o bebê e por que essa proteção não substitui o calendário infantil.

A foto mostra grávida sendo vacinada
Fonte: Magnific

Vacinar-se durante a gravidez protege a gestante e pode ajudar o bebê antes mesmo do nascimento. Isso acontece porque alguns anticorpos maternos atravessam a placenta.

Essas proteínas de defesa chegam à circulação do feto e oferecem uma proteção temporária. O mecanismo ganha importância nos primeiros meses, quando o sistema imunológico do bebê ainda amadurece.

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A estratégia recebe o nome de imunização materna. Ela ajuda a reduzir a vulnerabilidade do recém-nascido diante de infecções como gripe, coqueluche e vírus sincicial respiratório (VSR).

Como a vacina da gestante protege o bebê?

A vacina estimula o sistema imunológico da mãe a produzir anticorpos contra determinados agentes infecciosos. Durante a gravidez, parte dessas defesas passa pela placenta.

A transferência aumenta principalmente no final da gestação. Segundo especialistas citados na pauta, ela ocorre com maior intensidade a partir da 28ª semana.

Assim, o bebê pode nascer com anticorpos que recebeu da mãe. Essa proteção, porém, não dura para sempre.

Os anticorpos diminuem gradualmente depois do nascimento. Enquanto isso, o organismo da criança amadurece e começa a desenvolver suas próprias defesas.

Por que os primeiros meses exigem mais proteção?

O recém-nascido ainda não completou seu calendário de vacinação. Além disso, seu sistema imunológico continua em desenvolvimento.

Algumas infecções respiratórias também podem provocar quadros mais graves nessa fase. O VSR, por exemplo, pode causar bronquiolite e pneumonia em bebês.

A coqueluche e a gripe também preocupam. Por isso, a proteção recebida durante a gestação pode criar uma barreira importante nesse período.

Quais vacinas podem proteger mãe e bebê?

Cada vacina possui uma indicação específica durante a gravidez. Por isso, a gestante deve seguir a orientação da equipe do pré-natal.

A vacinação contra influenza protege a mulher contra complicações da gripe. A proteção materna também reduz a possibilidade de exposição do bebê à doença.

A dTpa protege contra difteria, tétano e coqueluche. Nesse caso, os anticorpos maternos ajudam a proteger o bebê contra a coqueluche nos primeiros meses.

A vacina contra o VSR também utiliza a transferência de anticorpos como parte da estratégia. O objetivo inclui reduzir o risco de doença respiratória grave no bebê.

Por quanto tempo os anticorpos da mãe protegem o bebê?

A proteção materna é temporária. Os anticorpos recebidos pela placenta diminuem ao longo dos primeiros meses de vida.

A duração varia conforme o anticorpo, a doença, o momento da vacinação e características individuais.

Por isso, a proteção recebida da mãe não substitui as vacinas da criança. O bebê precisa seguir normalmente o calendário infantil.

A vacinação materna funciona como uma proteção inicial. Depois, o próprio sistema imunológico da criança assume progressivamente esse papel.

Vacinar durante a gravidez é diferente de vacinar o bebê?

Sim. Na gestação, o organismo da mãe produz os anticorpos. Depois, a placenta transfere parte dessas defesas para o bebê.

Após o nascimento, as vacinas infantis estimulam diretamente o sistema imunológico da criança.

As duas estratégias são complementares. Uma oferece proteção temporária antes do nascimento. A outra ajuda o bebê a construir sua própria memória imunológica.

A amamentação também contribui para a defesa do bebê. O leite materno contém anticorpos e outros componentes que ajudam a proteger o organismo infantil.

Por que algumas vacinas precisam ser repetidas em cada gravidez?

Algumas vacinas precisam de uma nova dose em cada gestação porque a estratégia busca elevar os anticorpos durante aquela gravidez.

Isso ocorre, por exemplo, com a dTpa. A recomendação considera cada gestação uma nova oportunidade para proteger outro bebê.

A necessidade de repetir uma vacina não significa que a dose anterior tenha deixado de funcionar. O objetivo consiste em garantir níveis adequados de anticorpos no período necessário.

O que a gestante deve fazer?

A principal orientação consiste em manter o pré-natal em dia e conferir a caderneta de vacinação.

A gestante deve informar ao profissional de saúde quais vacinas já recebeu. A equipe avaliará quais doses estão indicadas naquele momento.

A vacinação materna não elimina outros cuidados. Ela integra uma estratégia mais ampla de proteção, que continua depois do nascimento.

Por isso, cuidar das vacinas durante a gravidez significa cuidar de duas etapas da vida: proteger a mulher durante a gestação e oferecer ao bebê uma defesa inicial enquanto ele desenvolve a própria imunidade.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.