El Niño aumenta riscos à saúde; veja como o fenômeno pode afetar a população
El Niño deve se intensificar e pode aumentar riscos de calor extremo, enchentes, doenças transmitidas por mosquitos, desnutrição e cólera.

O El Niño pode provocar muito mais do que mudanças no clima. O fenômeno também pode aumentar riscos para a saúde, principalmente quando provoca calor extremo, secas, chuvas intensas e inundações.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o atual episódio exige preparação dos sistemas de saúde. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o fenômeno deve se intensificar nos próximos meses e pode persistir até fevereiro de 2027.
Leia também – Novo medicamento para câncer de mama avançado é aprovado no Brasil
Os impactos, porém, não acontecem da mesma maneira em todos os lugares. A intensidade do El Niño influencia os padrões climáticos, mas cada região apresenta riscos diferentes.
Como o El Niño pode afetar a saúde?
O El Niño altera a temperatura e a distribuição das chuvas em diferentes partes do planeta. Essas mudanças podem favorecer condições associadas a doenças infecciosas, desidratação, insegurança alimentar e problemas relacionados ao calor.
Em períodos de chuva intensa, por exemplo, enchentes podem contaminar fontes de água e dificultar o acesso a saneamento. Essas condições aumentam o risco de doenças transmitidas pela água, como a cólera.
Já as alterações ambientais podem favorecer a proliferação de mosquitos transmissores de doenças. A OMS relaciona mudanças de temperatura, chuva e umidade a condições que influenciam a transmissão de dengue e malária.
Por outro lado, regiões afetadas por seca podem enfrentar dificuldades no acesso à água e aos alimentos. Em situações mais graves, esse cenário pode contribuir para o aumento da desnutrição.
Por que chuvas e enchentes aumentam o risco de doenças?
As inundações podem comprometer o abastecimento de água potável e as condições de saneamento.
Quando a água contaminada alcança alimentos ou fontes utilizadas pela população, aumenta o risco de transmissão de doenças infecciosas.
As chuvas também podem criar condições favoráveis para mosquitos em determinadas regiões. Dengue, chikungunya e malária estão entre as doenças sensíveis às mudanças ambientais.
No entanto, isso não significa que uma região necessariamente terá um surto. O risco depende das condições locais, da presença dos vetores e da capacidade de vigilância e resposta.
E o calor extremo, quais problemas pode causar?
Temperaturas muito elevadas aumentam o risco de problemas relacionados ao calor. Crianças, idosos e pessoas com determinadas condições de saúde podem exigir atenção especial durante períodos extremos.
O calor também pode agravar doenças já existentes. Além disso, incêndios florestais associados a condições de seca podem piorar a qualidade do ar.
A OMM prevê temperaturas acima da média em grande parte das áreas terrestres durante o período de setembro a novembro de 2026.
Por isso, alertas meteorológicos e orientações das autoridades locais ganham importância durante episódios de calor intenso.
Quem pode sofrer mais com os impactos?
Os riscos tendem a ser maiores para populações que vivem em áreas vulneráveis a enchentes, secas ou ondas de calor.
Pessoas com acesso limitado a água potável, saneamento, alimentação adequada e atendimento médico também podem enfrentar consequências mais graves.
A OMS destaca justamente a necessidade de considerar populações vulneráveis no planejamento de ações relacionadas ao El Niño.
O que pode ser feito para reduzir os riscos?
A prevenção começa antes da ocorrência dos eventos extremos. Por isso, a OMS recomenda que os países reforcem a vigilância epidemiológica e preparem os serviços de saúde para possíveis aumentos da demanda.
A organização também defende estoques adequados de materiais médicos em áreas de maior risco e sistemas capazes de identificar rapidamente mudanças no cenário epidemiológico.
Para a população, acompanhar alertas oficiais ajuda a reduzir a exposição durante eventos extremos. Em situações de enchentes, também é importante seguir orientações das autoridades sobre água e alimentos.
Além disso, sintomas de doenças após períodos de enchentes, calor intenso ou aumento de mosquitos merecem atenção. A procura por atendimento deve seguir as orientações dos serviços locais de saúde.
El Niño será igual em todo o Brasil?
Não. Os efeitos do fenômeno variam conforme a região e também sofrem influência de outros padrões climáticos.
A OMM ressalta que um El Niño muito forte não produz necessariamente os mesmos impactos em todos os países. Para o período de setembro a novembro, os modelos apontam mudanças importantes nos padrões de temperatura e chuva em diferentes áreas do planeta.
No Brasil, portanto, os efeitos precisam ser avaliados de acordo com as condições de cada região.
A principal orientação é transformar as previsões climáticas em ações antecipadas. Com monitoramento, vigilância epidemiológica e preparação dos serviços de saúde, autoridades podem reduzir parte dos impactos sobre a população.
Você no aquinoticias.com
Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726