Saúde e Bem-estar

Exercício ajuda pacientes com câncer antes, durante e após tratamento

Exercícios podem preservar músculos, ossos e capacidade física antes, durante e depois do tratamento contra o câncer.

A foto relaciona exercício como prática positiva na luta contra câncer
Fonte: Magnific

O exercício físico ganhou espaço no cuidado de pessoas com câncer. Hoje, pesquisas mostram benefícios antes, durante e depois do tratamento oncológico.

A prática ajuda a preservar a massa muscular, os ossos e a capacidade do coração e dos pulmões. Também pode melhorar a qualidade de vida. Esse tema ganhou destaque no 13º Congresso de Geriatria e Gerontologia do Rio de Janeiro, o GeriatRio 2026.

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Por que o exercício ajuda durante o tratamento do câncer?

O exercício ajuda o paciente a manter a capacidade funcional durante o tratamento. Além disso, pode preparar o organismo para cirurgias e favorecer a recuperação.

A atividade também pode reduzir a fadiga, um efeito frequente entre pessoas em tratamento contra o câncer. Ela ainda contribui para o controle da ansiedade, do estresse e dos sintomas depressivos.

Por isso, o exercício deixou de ocupar apenas um papel complementar. Atualmente, especialistas defendem sua inclusão no cuidado oncológico como uma intervenção terapêutica.

Entretanto, cada paciente apresenta necessidades diferentes. Por isso, profissionais devem individualizar a prescrição conforme o tipo de câncer, o tratamento, a condição física e os objetivos.

O exercício pode ajudar antes de uma cirurgia?

Sim. O treinamento pode melhorar a capacidade física antes de procedimentos cirúrgicos. Com isso, o paciente pode enfrentar o período de tratamento em melhores condições funcionais.

O benefício também pode alcançar a recuperação. Segundo informações apresentadas no GeriatRio 2026, o preparo físico pode contribuir para reduzir o tempo de hospitalização.

Além disso, o exercício ajuda a preservar estruturas importantes para a autonomia. Entre elas estão músculos, ossos e a função cardiorrespiratória.

Alguns tratamentos podem reduzir a massa muscular

Determinadas terapias contra o câncer provocam mudanças no organismo. O tratamento do câncer de próstata, por exemplo, pode utilizar a terapia de privação androgênica.

Essa estratégia reduz a ação dos hormônios masculinos. Como consequência, o paciente pode perder massa muscular e acumular mais gordura.

Essas alterações podem comprometer a funcionalidade e favorecer um processo de perda de capacidade física.

Nesse contexto, o exercício ajuda a proteger a musculatura e a saúde óssea. Ele também contribui para manter a capacidade cardiorrespiratória.

Suplementos não substituem uma alimentação equilibrada

O cuidado durante o tratamento também envolve alimentação. Porém, o uso de suplementos não deve ocorrer automaticamente.

Dados apresentados durante o congresso apontaram que 59% dos lares tinham pelo menos uma pessoa consumindo suplementos em levantamento realizado em 2020.

O consumo também preocupa entre pessoas mais velhas. Além disso, o mercado brasileiro de suplementos movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões em 2025.

Entretanto, doses elevadas de algumas vitaminas podem provocar problemas. O excesso de vitamina A, por exemplo, pode causar toxicidade no fígado.

Já doses altas de vitamina D podem aumentar o cálcio no sangue e favorecer cálculos renais. A vitamina B6 também exige cuidado com o consumo excessivo.

Por isso, suplementos não devem substituir uma alimentação adequada. O padrão alimentar oferece diferentes nutrientes em conjunto e atende melhor às necessidades do organismo.

E os anabolizantes?

O uso de esteroides anabolizantes sem indicação também oferece riscos. Essas substâncias podem elevar a pressão arterial e o colesterol LDL.

Além disso, podem reduzir a produção natural de testosterona e provocar danos ao fígado.

Assim, pessoas com câncer devem discutir qualquer suplemento ou substância para ganho muscular com a equipe de saúde.

No cuidado oncológico, exercício e alimentação precisam acompanhar as características de cada pessoa. Dessa forma, o objetivo vai além de prolongar a vida: envolve preservar autonomia, funcionalidade e qualidade de vida.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.