Saúde e Bem-estar

Câncer de mama: HECI reforça importância do diagnóstico precoce

HECI reforça a importância do diagnóstico precoce e dos hábitos saudáveis diante do aumento dos casos de câncer de mama.

A foto mostra a oncologista do HECI, Dra Sabina Aleixo
Fonte: Heci l Acervo Institucional

O câncer de mama continua entre os principais desafios da saúde da mulher no Brasil. Com a chegada do Outubro Rosa, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI) reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

A instituição atua no tratamento oncológico e oferece serviços como quimioterapia, radioterapia, braquiterapia, onco-hematologia e cirurgias robóticas.

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Somente em 2025, mais de 1.400 pacientes em tratamento contra o câncer de mama passaram por quimioterapia e hormonioterapia no hospital. No mesmo período, a equipe realizou mais de 100 tratamentos de mama com radioterapia.

Os números também ajudam a dimensionar o problema no país. Para cada ano do triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 78.610 novos casos de câncer de mama feminino no Brasil.

Como reduzir os riscos e identificar o câncer de mama?

A atenção à saúde ao longo da vida ajuda a reduzir fatores de risco e favorece a identificação precoce de alterações.

Segundo o Inca, a idade acima de 50 anos representa o principal fator de risco. O risco também aumenta conforme cresce a exposição aos hormônios ao longo da vida.

Entre os fatores associados estão a primeira menstruação precoce, a menopausa tardia, não ter filhos, o uso de contraceptivos orais combinados e a terapia hormonal após a menopausa.

Por outro lado, alguns fatores permitem mudanças de hábitos. Entre eles estão o excesso de gordura corporal, a falta de atividade física e o consumo de bebidas alcoólicas.

A oncologista Sabina Aleixo destaca ainda a preocupação com diagnósticos em estágios avançados. Nesses casos, a doença apresenta menor taxa de cura.

“Orientações para todas as mulheres: manter uma atividade física regular, não fumar, evitar o consumo de álcool e ter uma alimentação saudável. Cuidar de si mesma, ter um momento de pausa e reduzir o estresse da rotina são atitudes importantes”, alerta.

O que é o câncer de mama?

O câncer de mama começa, principalmente, nas células do tecido glandular da mama. A doença apresenta diferentes tipos e características biológicas.

Entre eles, o carcinoma ductal aparece com maior frequência. A análise das características moleculares também ajuda a identificar diferentes grupos da doença.

Essas diferenças influenciam o prognóstico e a escolha do tratamento. Por isso, cada paciente precisa passar por uma avaliação individualizada.

Quando a equipe identifica a doença em fase inicial e inicia o tratamento adequado, a maioria dos casos apresenta prognóstico favorável.

Quando fazer a mamografia?

A mamografia representa o principal exame usado para rastrear o câncer de mama. O exame consegue identificar algumas alterações antes mesmo do aparecimento de sinais clínicos.

Em 2025, o Ministério da Saúde atualizou as recomendações para a realização do exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Agora, mulheres de 40 a 49 anos também podem solicitar a mamografia, conforme sua vontade e indicação médica. Antes, o rastreamento pelo SUS contemplava mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, mesmo sem sinais ou sintomas.

Quando a mamografia aponta uma alteração suspeita, a equipe pode solicitar outros exames. Entre eles está a biópsia, que permite confirmar ou descartar o diagnóstico.

“A detecção precoce é uma forma de prevenção e visa identificar o câncer de mama em estágios iniciais. Câncer de mama não é sentença, é um desafio que, com diagnóstico precoce e tratamento eficaz, pode ser superado”, afirma Sabina Aleixo.

Quais tratamentos existem para o câncer de mama?

A escolha do tratamento depende do estágio da doença e das características de cada paciente.

O cuidado pode incluir cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia. Em alguns casos, a equipe combina diferentes estratégias para controlar a doença.

Por isso, o acompanhamento médico e a investigação adequada fazem diferença desde a descoberta de uma alteração até a definição da terapia.

O Outubro Rosa reforça essa mensagem, mas o cuidado com a saúde da mulher deve continuar durante todo o ano.

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