Saúde e Bem-estar

Fones de ouvido: quando o hábito pode afetar a saúde

Uso prolongado e volume elevado nos fones podem aumentar o risco de perda auditiva, principalmente entre crianças e adolescentes.

a foto mostra jovem com fones de ouvido
Fonte: Magnific

Usar fones de ouvido faz parte da rotina de crianças, adolescentes e adultos. Música, vídeos, jogos e chamadas acompanham diferentes momentos do dia. Porém, quando o volume fica alto e o uso se prolonga, o hábito pode aumentar o risco de problemas auditivos.

O alerta ganha força entre os mais jovens. Afinal, a exposição frequente a sons intensos pode provocar danos que aparecem de forma gradual. Muitas vezes, a pessoa só percebe a alteração quando já enfrenta dificuldade para ouvir.

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Como os fones podem prejudicar a audição?

O ouvido possui estruturas muito sensíveis que participam da percepção dos sons. Quando elas recebem estímulos muito intensos ou repetidos, podem sofrer danos. Por isso, o risco depende principalmente de dois fatores: volume e tempo de exposição. Quanto mais alto o som e maior o período de uso, maior pode ser a agressão à audição.

Conforme pesquisas realizadas com crianças e adolescentes, é possível dimensionar a preocupação. Um estudo realizado na Holanda encontrou perda auditiva em cerca de uma em cada sete crianças avaliadas.

Outra pesquisa, realizada com 249 estudantes de 10 a 17 anos, analisou os hábitos relacionados ao uso de fones. Os resultados apontaram diferenças no comportamento entre meninos e meninas.

O levantamento mostrou que as meninas permaneciam mais tempo com os fones. Já os meninos apresentavam maior tendência a ouvir música e jogar com o volume máximo.

Quais sinais indicam que o volume está alto demais?

Alguns sinais podem aparecer depois do uso prolongado. Entre eles estão:

  • zumbido nos ouvidos;
  • sensação de ouvido abafado;
  • dificuldade para entender conversas;
  • necessidade de aumentar o volume da televisão;
  • dificuldade para perceber sons mais baixos.

O zumbido merece atenção, principalmente quando aparece repetidamente após o uso dos fones. Nesse caso, vale reduzir a exposição sonora e buscar avaliação profissional se o sintoma persistir.

O uso excessivo também pode afetar a rotina?

Os possíveis impactos não ficam restritos à audição. O uso constante dos fones também pode reduzir a interação com o ambiente.

Crianças e adolescentes podem permanecer por longos períodos concentrados em músicas, vídeos ou jogos. Assim, podem diminuir momentos de conversa, convivência e participação em atividades presenciais.

Esse comportamento não significa, por si só, um problema de saúde mental. Porém, o isolamento frequente merece atenção quando vem acompanhado de mudanças no comportamento, afastamento de familiares ou amigos e perda de interesse por atividades habituais.

Estudos científicos também investigam a relação entre perda auditiva e alterações cognitivas ao longo da vida. Algumas pesquisas associam a perda auditiva a um risco maior de declínio cognitivo. Isso reforça a importância da prevenção desde cedo.

Como usar fones com mais segurança?

Alguns cuidados simples ajudam a reduzir a exposição aos sons intensos:

  • mantenha o volume em nível confortável;
  • faça pausas durante períodos prolongados de uso;
  • evite dormir com os fones;
  • não aumente o volume para compensar ambientes muito barulhentos;
  • observe sinais como zumbido ou ouvido abafado;
  • acompanhe o uso de fones por crianças e adolescentes.

A ideia não é abandonar a tecnologia. O principal cuidado envolve equilibrar volume, tempo de exposição e momentos de descanso para os ouvidos.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.