Saúde e Bem-estar

Peste: conheça os tipos, sintomas e formas de tratamento

Morte de pesquisadora na Rússia reacende atenção para a peste, doença causada por bactéria que apresenta três formas e tem tratamento.

A foto alude ao episódio ocorrido na Rússia - 2026, com a cientista-pesquisadora
Fonte: Magnific

A morte de uma pesquisadora de 28 anos em um instituto especializado em peste, na Sibéria, chamou atenção para uma doença antiga, grave e ainda presente em algumas regiões do mundo.

A funcionária morreu após desenvolver uma pneumonia de causa desconhecida. Autoridades russas colocaram pessoas que tiveram contato com ela em quarentena como medida preventiva.

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Até o momento, porém, não existe confirmação pública de que a pesquisadora tenha contraído peste. A vigilância sanitária russa informou que não encontrou agentes relacionados à peste pneumônica nos contatos.

O caso também provocou especulações nas redes sociais sobre uma possível exposição dentro do laboratório. As autoridades rejeitaram algumas dessas versões e não há evidências públicas que confirmem qualquer hipótese sobre a origem da doença.

O que é a peste e por que ela preocupa?

A peste é uma doença infecciosa causada pela bactéria Yersinia pestis. A infecção afeta principalmente pequenos mamíferos e suas pulgas, mas também pode atingir seres humanos.

A doença continua presente em algumas regiões da África, Ásia, Américas e áreas da antiga União Soviética.

Na Sibéria, a bactéria circula entre pequenos mamíferos silvestres e suas pulgas. Apesar disso, casos humanos na Rússia são raros.

Quando a pessoa recebe tratamento rapidamente, os antibióticos podem combater a infecção. Sem tratamento, porém, a doença pode provocar complicações graves e apresentar alta mortalidade.

Quais são os três tipos de peste?

A doença apresenta três formas principais. Cada uma atinge uma região diferente do organismo e apresenta características próprias.

Peste bubônica

A peste bubônica representa a forma mais comum da doença. A infecção geralmente ocorre após a picada de uma pulga infectada.

O principal sinal aparece nos gânglios linfáticos, que aumentam de tamanho e formam os chamados bubões.

Peste pneumônica

A peste pneumônica atinge os pulmões e representa a forma mais grave da doença.

Nesse caso, a pessoa pode apresentar sintomas respiratórios e eliminar gotículas contendo a bactéria ao tossir. Por isso, essa forma pode transmitir a infecção diretamente entre pessoas.

A identificação rápida e o início do tratamento fazem diferença para reduzir o risco de complicações.

Peste septicêmica

A peste septicêmica ocorre quando a bactéria se multiplica na corrente sanguínea.

Essa forma pode surgir diretamente após a infecção ou como consequência da evolução de outro tipo de peste. Diferentemente da forma pneumônica, ela não costuma passar diretamente de uma pessoa para outra.

Quais são os sintomas da peste?

Os sintomas costumam aparecer entre um e sete dias depois da infecção.

Entre os sinais estão febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, fraqueza, náuseas e vômitos.

Na peste bubônica, o aumento doloroso dos gânglios linfáticos chama atenção. Já a forma pneumônica pode provocar manifestações respiratórias.

Como diferentes doenças podem causar sintomas semelhantes, a avaliação médica e os exames laboratoriais ajudam a confirmar o diagnóstico.

Como a peste é transmitida e combatida?

A transmissão depende da forma da doença e da maneira como ocorreu a exposição.

Pulgas infectadas podem transmitir a bactéria por meio da picada. O contato com materiais contaminados também pode provocar infecção.

Na peste pneumônica, gotículas respiratórias podem transmitir a bactéria entre pessoas em determinadas circunstâncias.

O combate envolve identificar rapidamente os casos, iniciar antibióticos e acompanhar pessoas que tiveram contato com pacientes infectados.

As autoridades também podem adotar isolamento ou outras medidas de controle quando existe risco de transmissão.

Além disso, o controle de pulgas e o cuidado ao lidar com animais potencialmente infectados ajudam a reduzir o risco de exposição.

A morte na Rússia confirma um novo surto?

Não. Até o momento, as autoridades não confirmaram peste entre os contatos da pesquisadora.

Cerca de 200 pessoas chegaram a ficar isoladas, segundo informações divulgadas pela imprensa local. Parte delas já havia deixado a quarentena. Portanto, o caso exige investigação e vigilância, mas as informações disponíveis não confirmam um surto de peste.

Dessa forma, a principal medida continua sendo a identificação rápida de casos suspeitos, seguida de diagnóstico, tratamento e controle das possíveis fontes de transmissão.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.