Saúde e Bem-estar

Poliomielite: conheça os riscos e saiba como prevenir a doença

O Dia Mundial da Poliomielite, celebrado em 24 de outubro, alertou para os riscos da doença e reforça a importância da vacinação.

- a foto mostra criança com poliomielite
- fonte: Magnific

A poliomielite pode causar paralisia permanente e, nos casos mais graves, levar à morte. Embora o Brasil não registre circulação do poliovírus selvagem desde 1990, a doença continua exigindo atenção, principalmente diante da baixa cobertura vacinal.

Celebrado em 24 de outubro, o Dia Mundial da Poliomielite reforça a importância da vacinação para proteger crianças e adultos não imunizados. A data também alerta para os riscos de uma possível reintrodução do vírus, que ainda circula em algumas regiões do mundo.

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Conhecida como paralisia infantil, a doença pode atingir o sistema nervoso e comprometer os movimentos. Por isso, manter a vacinação em dia continua sendo a principal forma de prevenção.

O que é poliomielite e quais são os principais sintomas?

A poliomielite é uma doença infecciosa causada pelo poliovírus. A infecção pode atingir pessoas de diferentes idades, mas crianças pequenas que não completaram o esquema vacinal apresentam maior vulnerabilidade.

Em muitos casos, a doença não provoca sintomas. Quando aparecem, as manifestações podem incluir febre, mal-estar, dor de cabeça, dores no corpo, vômitos e diarreia.

Também podem ocorrer rigidez na nuca e espasmos musculares. Nos quadros mais graves, o vírus atinge estruturas do sistema nervoso responsáveis pelos movimentos e pode provocar paralisia.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), aproximadamente um em cada 200 casos pode evoluir para paralisia permanente. Os membros inferiores estão entre as regiões mais afetadas.

Quais sequelas a poliomielite pode deixar?

As consequências variam conforme a gravidade da infecção e as estruturas atingidas. Entre as possíveis sequelas estão perda de força muscular, atrofia dos músculos, alterações no crescimento dos membros e escoliose.

A doença também pode comprometer a capacidade de falar, engolir ou respirar. Quando o vírus afeta os músculos envolvidos na respiração, o quadro pode se tornar fatal.

Além disso, algumas pessoas convivem com limitações motoras permanentes e precisam de acompanhamento prolongado. Nesses casos, a fisioterapia e outras medidas de reabilitação ajudam a preservar a mobilidade e a qualidade de vida.

Como ocorre a transmissão da poliomielite?

O poliovírus se transmite principalmente pela via fecal-oral. Isso acontece quando uma pessoa entra em contato com água, alimentos, mãos ou superfícies contaminadas por fezes infectadas.

O contato com secreções da boca e do nariz também pode transmitir o vírus. Por isso, condições precárias de saneamento e higiene inadequada favorecem a disseminação da doença.

Para reduzir os riscos, algumas medidas são importantes:

  • Lavar as mãos com água e sabão, especialmente após usar o banheiro e antes das refeições.
  • Consumir água tratada ou de procedência segura.
  • Higienizar frutas, verduras e outros alimentos.
  • Manter os ambientes limpos e descartar resíduos adequadamente.
  • Conferir a caderneta de vacinação de crianças e adultos.

Esses cuidados ajudam a reduzir a exposição ao vírus. Entretanto, a higiene não substitui a vacinação, que oferece a principal proteção contra a poliomielite.

Qual é a vacina contra poliomielite e quando tomar?

De acordo com o Ministério da Saúde, o calendário infantil brasileiro utiliza exclusivamente a vacina inativada poliomielite (VIP) desde novembro de 2024.

O esquema de rotina prevê quatro doses:

  • Aos 2 meses: primeira dose.
  • Aos 4 meses: segunda dose.
  • Aos 6 meses: terceira dose.
  • Aos 15 meses: dose de reforço.

A vacina estimula o sistema imunológico a reconhecer o vírus e desenvolver proteção contra a doença.

Apesar da importância dessa estratégia, a cobertura vacinal brasileira permanece abaixo da meta de 95% desde 2016, segundo o texto-base. Esse cenário reforça a necessidade de ampliar a imunização e evitar atrasos no calendário infantil.

Como o poliovírus selvagem ainda circula em algumas partes do mundo, a vacinação também ajuda a impedir que o vírus volte a se disseminar no Brasil.

Pais e responsáveis devem conferir as doses registradas na caderneta e procurar uma unidade de saúde caso exista alguma pendência. A equipe poderá avaliar o histórico vacinal e orientar sobre a atualização necessária.

Existe tratamento para poliomielite?

Não existe um medicamento específico capaz de eliminar o poliovírus depois que a infecção acontece. O tratamento depende dos sintomas e das complicações que cada pessoa apresenta.

Quando a doença provoca sequelas motoras, a reabilitação pode incluir fisioterapia e exercícios orientados para melhorar a mobilidade, preservar a força muscular e favorecer a autonomia.

Por isso, a prevenção continua sendo a melhor estratégia. Manter a vacinação atualizada, investir em saneamento básico e reforçar os cuidados de higiene são medidas fundamentais para evitar novos casos e proteger a população.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.