Tontura ou vertigem? Diferença pode mudar diagnóstico
Tontura e vertigem possuem causas diferentes e podem indicar desde condições simples até doenças graves.

A sensação de tontura aparece entre as queixas mais frequentes nos consultórios médicos. Estudos apontam que até 35% das pessoas enfrentam o problema em algum momento da vida.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiApesar da alta ocorrência, muitas pessoas confundem tontura com vertigem. No entanto, cada condição apresenta características próprias e exige investigação médica específica. Por isso, entender as diferenças ajuda no diagnóstico correto e evita tratamentos inadequados.
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Tontura e vertigem não representam o mesmo problema
A tontura funciona como um termo amplo. Ela engloba alterações relacionadas ao equilíbrio e à percepção corporal. Muitas pessoas descrevem a sensação como:
- Fraqueza repentina
- Cabeça vazia
- Sensação de desmaio
- Escurecimento visual
- Embaçamento da visão
- Desequilíbrio ao caminhar
- Sensação de queda
Além disso, algumas pessoas relatam mal-estar e dificuldade para manter estabilidade corporal.
Já a vertigem provoca uma percepção ilusória de movimento. Nesse caso, a pessoa sente que o ambiente gira ao redor do corpo. Em outras situações, ela percebe o próprio corpo girando ou balançando. Alguns pacientes descrevem a sensação como estar em um barco ou dentro de um redemoinho.
O que pode causar tontura?
Diversas condições de saúde podem provocar tontura. Em alguns casos, o sintoma surge por desidratação ou alterações metabólicas. Médicos também associam tontura a:
- Doenças cardíacas
- Problemas pulmonares
- Alterações hormonais
- Distúrbios endocrinológicos
- Infecções
- Distúrbios do sono
- Intoxicações
A saúde mental também influencia. Quadros de ansiedade, depressão e outros transtornos emocionais frequentemente provocam sensação de tontura.
Vertigem geralmente envolve o labirinto
A vertigem costuma indicar alterações no sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio. O labirinto, localizado no ouvido interno, participa diretamente desse processo. Alterações cerebrais também podem desencadear vertigem.
Muitas pessoas usam o termo “labirintite” para qualquer episódio de tontura. Porém, especialistas alertam para um erro frequente. A labirintite representa uma inflamação do labirinto e aparece em poucos casos. Especialistas estimam que a condição atinja apenas pequena parcela das pessoas com tontura ou vertigem. Por isso, médicos não devem utilizar o termo de forma genérica.
Sinais de alerta exigem atendimento imediato
Alguns sintomas podem indicar situações graves. Portanto, procure avaliação médica urgente diante de:
- Dor no peito
- Falta de ar
- Palpitações
- Fraqueza no corpo
- Dificuldade para falar
- Alteração na visão
- Dor de cabeça intensa e súbita
- Rigidez no pescoço
- Febre alta
- Quedas ou desmaios
- Perda importante do equilíbrio
Esses sinais podem indicar problemas cardíacos, infecções graves, alterações neurológicas ou acidente vascular cerebral.
Tratamento depende da causa
O tratamento varia conforme a origem do problema. Médicos podem indicar controle de doenças do ouvido interno, manejo da ansiedade, tratamento da enxaqueca ou manobras específicas para reposicionar estruturas do labirinto. Em muitos casos, equipes multidisciplinares participam do cuidado.
Hábitos ajudam na prevenção
Embora nem toda tontura possa ser evitada, algumas medidas ajudam a reduzir riscos:
- Mantenha boa hidratação
- Evite excesso de açúcar
- Reduza estimulantes em excesso
- Controle o consumo de sal
- Levante devagar
- Faça refeições regulares
- Durma pelo menos oito horas
- Evite cigarro e álcool em excesso
- Realize check-ups médicos periódicos
Pequenos cuidados diários fortalecem o organismo e ajudam a proteger o equilíbrio do corpo.
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