Anvisa libera novo tratamento para câncer raro no sangue
Novo medicamento aprovado pela Anvisa oferece alternativa para pacientes com mielofibrose de risco intermediário ou alto.

Pacientes com mielofibrose ganharam uma nova alternativa terapêutica no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Vonjo® (pacritinibe), indicado para adultos com mielofibrose primária ou secundária de risco intermediário ou alto e com baixa contagem de plaquetas.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO tratamento utiliza administração oral e exige duas doses diárias. Além disso, o medicamento atua no bloqueio de enzimas responsáveis pelo crescimento descontrolado das células sanguíneas e pelos processos inflamatórios associados à doença.
A Anvisa publicou o registro do medicamento no Diário Oficial da União, fortalecendo o arsenal terapêutico disponível para uma doença considerada rara e de difícil manejo.
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O que é a mielofibrose?
A mielofibrose integra o grupo das neoplasias mieloproliferativas crônicas. Em outras palavras, ela representa um tipo de câncer do sangue que afeta diretamente a medula óssea.
A doença provoca a formação de tecido cicatricial dentro da medula. Como consequência, o organismo perde a capacidade de produzir células sanguíneas de forma adequada.
Com o avanço do quadro, muitos pacientes desenvolvem anemia, fadiga intensa e aumento do baço. Além disso, a doença pode comprometer significativamente a qualidade de vida.
A mielofibrose surge com maior frequência em pessoas acima dos 50 anos. Alterações genéticas nas células-tronco da medula óssea costumam desencadear o problema.
Mutações genéticas desempenham papel importante
Especialistas identificam mutações específicas em grande parte dos pacientes. Cerca de 60% apresentam alterações no gene JAK2. Já mutações no gene CALR aparecem em aproximadamente 25% dos casos.
Além disso, alterações no gene MPL atingem entre 5% e 10% dos pacientes diagnosticados.
Essas mutações alteram o funcionamento normal das células-tronco. Consequentemente, a medula óssea desenvolve fibrose e reduz sua capacidade de produzir componentes essenciais do sangue.
Doença pode surgir de forma primária ou secundária
Os médicos classificam a mielofibrose em dois tipos principais. A forma primária aparece sem uma causa conhecida. Já a forma secundária surge como evolução de outras doenças mieloproliferativas, como trombocitemia essencial e policitemia vera.
Nos dois cenários, os pacientes exigem acompanhamento especializado. Isso ocorre porque a doença pode evoluir para leucemia mieloide aguda, um câncer mais agressivo do sangue.
Nova opção fortalece o tratamento
A aprovação do pacritinibe representa um avanço importante para pacientes que convivem com a mielofibrose. Embora não represente uma cura, o medicamento amplia as possibilidades terapêuticas e oferece uma nova alternativa para casos mais complexos.
Dessa forma, a decisão da Anvisa reforça a importância da inovação no tratamento de doenças raras e contribui para ampliar o acesso a terapias modernas no país.
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