Saúde e Bem-estar

Hospital Evangélico alerta para os riscos do melanoma e reforça prevenção

Especialistas reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do melanoma, responsável por mais de 2 mil mortes no Brasil.

A foto mostra médico do HECI
Fonte: Acervo l HECI

Uma simples pinta pode esconder uma doença agressiva e potencialmente fatal. Por isso, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (Heci) aproveita a campanha Junho Preto para conscientizar a população sobre os riscos do melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele. Em 2023, a doença foi responsável por 2.047 óbitos no Brasil

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Embora represente uma parcela menor dos casos de câncer de pele, o melanoma apresenta alto potencial de disseminação para outros órgãos. Dessa forma, o diagnóstico precoce se torna decisivo para aumentar as chances de cura e reduzir complicações.

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Câncer de pele segue como o mais frequente no Brasil

O câncer de pele ocupa a primeira posição entre os tipos mais comuns no país. Segundo dados do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 9.360 novos casos de melanoma entre 2026 e 2028. Desse total, 4.930 ocorrerão em homens e 4.430 em mulheres. Além disso, a doença causou 2.047 mortes em 2023, reforçando a necessidade de ampliar a conscientização sobre prevenção e diagnóstico.

Exposição ao sol lidera fatores de risco

A radiação ultravioleta representa o principal fator de risco para o desenvolvimento do melanoma. Pessoas de pele clara apresentam maior vulnerabilidade. Entretanto, a doença pode atingir indivíduos de qualquer tom de pele. Além da exposição excessiva ao sol, outros fatores aumentam o risco da doença:

  • Histórico familiar de melanoma;
  • Presença de pintas atípicas;
  • Queimaduras solares frequentes;
  • Uso de câmaras de bronzeamento artificial;
  • Exposição a fontes artificiais de radiação ultravioleta.

Sinais de alerta que merecem atenção

O melanoma pode surgir na pele, nas mucosas e até mesmo sob as unhas. Em pessoas negras, ele aparece com maior frequência nas palmas das mãos e plantas dos pés.

Os principais sinais incluem:

  • Pintas que mudam de tamanho, formato ou cor;
  • Manchas que coçam, descamam ou sangram;
  • Lesões escuras ou rosadas com aspecto diferente;
  • Feridas que não cicatrizam em até quatro semanas.

Segundo o cirurgião oncológico do Heci, Dr. Raphael Araujo Costa, muitas lesões parecem inofensivas no início. No entanto, elas podem esconder uma doença altamente agressiva.

Diagnóstico precoce salva vidas

Os médicos realizam o diagnóstico por meio de exame clínico detalhado da pele, conhecido como dermatoscopia. Quando necessário, eles confirmam a suspeita por biópsia.

O especialista destaca que manchas ou pintas suspeitas devem receber avaliação médica o mais rápido possível. O diagnóstico tardio pode exigir cirurgias extensas, provocar sequelas permanentes e reduzir significativamente as possibilidades de cura.

Tratamento varia conforme o estágio da doença

O tratamento depende da fase em que os médicos identificam o melanoma. Nos casos iniciais, a cirurgia costuma resolver o problema. Já nas situações mais avançadas, a equipe pode indicar imunoterapia, radioterapia ou quimioterapia.

Referência em oncologia no sul do Espírito Santo, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim oferece atendimento completo para pacientes com câncer, incluindo quimioterapia, radioterapia, braquiterapia e cirurgias convencionais e robóticas.

A prevenção continua sendo a melhor estratégia. Portanto, use protetor solar diariamente, evite exposição excessiva ao sol e procure avaliação médica sempre que notar alterações na pele.

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