Saúde e Bem-estar

Quem ama cuida e vacina contra sarampo

O Ministério da Saúde orienta a vacinação de bebês contra o sarampo para reforçar a proteção e evitar novos casos da doença.

A foto mostra pessoa preparando vacina contra sarampo
Fonte: Marcelo Camargo l Agência Brasil

A confirmação de três casos de sarampo em crianças menores de dois anos colocou as autoridades de saúde em estado de atenção. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde reforçou a recomendação para que bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias recebam a chamada “dose zero” da vacina contra a doença.

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A orientação vale, principalmente, para moradores da capital paulista e de Guarulhos. Nessas regiões, a intensa circulação de pessoas aumenta o risco de transmissão do vírus. Além disso, a medida busca proteger um dos grupos mais vulneráveis às complicações do sarampo.

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Por que a vacinação é tão importante?

O sarampo é uma doença altamente contagiosa. O vírus se espalha facilmente pelo ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala.

Por isso, a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir a infecção e reduzir a circulação do vírus. Quanto maior a cobertura vacinal, menor a possibilidade de surtos e da transmissão entre crianças, adolescentes e adultos.

A chamada dose zero fortalece a imunidade dos bebês em uma fase da vida em que o organismo ainda apresenta maior vulnerabilidade. No entanto, ela não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Quem deve receber a dose zero?

O Ministério da Saúde recomenda a aplicação da vacina em crianças de 6 meses até 11 meses e 29 dias que vivem ou circulam nas áreas com maior risco de transmissão.

Depois dessa aplicação, a criança deverá receber normalmente as duas doses previstas pelo Sistema Único de Saúde (SUS): a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

O que motivou o alerta?

Os três casos confirmados ocorreram na zona norte de São Paulo. Segundo o Ministério da Saúde, a infecção pode ter relação com pessoas que chegaram do exterior.

Duas crianças frequentavam a mesma creche. A terceira morava na mesma região, fato que reforçou a necessidade de ampliar a vigilância epidemiológica e intensificar a vacinação.

Além da imunização, as equipes de saúde realizam busca ativa de casos suspeitos, monitoram pessoas que tiveram contato com os pacientes e promovem bloqueios vacinais nas áreas consideradas de risco.

Sarampo preocupa em vários países

Embora o Brasil mantenha o certificado de país livre da circulação endêmica do sarampo, casos importados continuam representando uma ameaça.

Em 2025, o país registrou 38 casos da doença, todos relacionados à importação do vírus. Enquanto isso, o cenário internacional preocupa ainda mais. Neste ano, México, Estados Unidos e Canadá registraram milhares de casos, o que aumenta o risco de novas introduções da doença no Brasil.

Diante desse panorama, especialistas reforçam que manter a carteira de vacinação atualizada protege não apenas cada criança, mas também toda a comunidade. Quanto maior a cobertura vacinal, menor será a circulação do vírus e mais segura ficará a população.

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