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Sobre Taiwan

Recapitulando, depois de diversas instabilidades, que culminaram em uma Guerra Civil, a China se viu dividida entre os comunistas e nacionalistas. Com a vitória de Mao Tsé-Tung, os derrotados fugiram para a Ilha de Formosa e lá instauraram a “verdadeira” nação chinesa. No começo, boa parte dos países reconheceram Taiwan, a ponto de a pequena […]

em 05 de set de 2022, às 14h30

3 mins de leitura

Recapitulando, depois de diversas instabilidades, que culminaram em uma Guerra Civil, a China se viu dividida entre os comunistas e nacionalistas. Com a vitória de Mao Tsé-Tung, os derrotados fugiram para a Ilha de Formosa e lá instauraram a “verdadeira” nação chinesa.

No começo, boa parte dos países reconheceram Taiwan, a ponto de a pequena ilha alçar status diplomáticos e deter embaixadas ao redor do mundo. Contudo, de modo a impedir o avanço da URSS, Nixon, na década de 1970, reconheceu a China de Mao como um país e os orientais se abriram para o mundo. Assim, pouquíssimos países (como o Paraguai) reconhecem a soberania taiwanesa nos dias atuais.

Gozando da política de Ambiguidade Estratégica, Taiwan continuou evoluindo e se tornou uma potência, com inúmeras empresas de alta tecnologia. Ou seja, mesmo possuindo o mesmo DNA, China e Taiwan tomaram caminhos opostos, tanto do ponto de vista econômico quanto político.

Contudo, a insatisfação do PCC com Taiwan tem um motivo bem claro: localização geográfica. Com a ilha se tornando sua inimiga, torna-se simples aplicar um bloqueio comercial e fechar o acesso chinês ao mar. Observe abaixo:

Figura 1 – Leste Asiático

*Japão é um longo aliado do Ocidente e detém a ilha de Okinawa, importante base militar americana. Já as Filipinas eram território estadunidense e outro parceiro na Ásia. Por fim, Taiwan foi abordado anteriormente.

Nas atuais circunstâncias geopolíticas, basta os EUA posicionarem seus navios na área marcada de amarelo, para impedir qualquer navio chinês de alcançar os mercados globais. Portanto, tomar Taiwan de volta é uma questão chave para que a China não fique cercada de inimigos.

A visita da deputada Nancy Pelosi à ilha é apenas um evento que não muda a problemática, pode apenas antecipar um conflito inevitável entre Davi e Golias. A meta de Xi Jinping é retomar Taiwan ainda nesta década, pois, sabe-se que a população chinesa está envelhecendo rapidamente, o que prejudica e atrapalhará ainda mais os rumos da economia, que não tem a mesma pujança de décadas atrás.

Claro que a visão geográfica é uma das várias razões para explicar a relação entre os dois países, que merecem aprofundamento em outro momento. Para nós, reles mortais, resta rezarmos para que nada de ruim aconteça e que as vidas de ambos os lados sejam poupadas.

Rafael Altoé é mestrando em Administração pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e apaixonado por Economia. 

As informações/opiniões aqui escritas são de cunho pessoal e não necessariamente refletem os posicionamentos do AQUINOTICIAS.COM

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