Cidade histórica do ES guarda praias, quilombos e sabores únicos
om quase cinco séculos de história, a cidade reúne patrimônio arquitetônico, tradições afro-brasileiras, comunidades quilombolas e praias conhecidas

São Mateus, localizado no norte do Espírito Santo, é um dos municípios mais antigos e representativos do Estado. Com quase cinco séculos de história, a cidade reúne patrimônio arquitetônico, tradições afro-brasileiras, comunidades quilombolas, praias conhecidas e uma gastronomia marcada pelos sabores do litoral capixaba.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiBanhado pelo rio Cricaré, também conhecido historicamente como Rio São Mateus, o município teve papel importante na ocupação e no desenvolvimento do território capixaba. Antes da expansão das rodovias, o rio era uma das principais vias de transporte de mercadorias e passageiros, ligando o litoral ao interior e impulsionando a economia regional.
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O Centro Histórico de São Mateus é um dos principais atrativos da cidade. Suas ruas preservam casarões coloniais, igrejas antigas e construções que ajudam a contar a trajetória do município ao longo dos períodos colonial e imperial. Caminhar pela região é revisitar capítulos importantes da formação do Espírito Santo e compreender a relevância econômica e cultural que São Mateus exerceu no passado.
A história do município começou ainda no século XVI, quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram à região, por volta de 1544. A localização estratégica, próxima ao litoral e cortada pelo rio Cricaré, favoreceu o crescimento do povoado e sua consolidação como um dos principais núcleos urbanos do norte capixaba.
São Mateus e sua importância para o Espírito Santo

A origem do nome São Mateus está ligada à tradição religiosa. Segundo registros históricos, o padre José de Anchieta teria visitado a localidade em 21 de setembro, data dedicada ao evangelista São Mateus. A partir desse episódio, o povoado passou a ser identificado pelo nome do santo, denominação que permanece até os dias atuais.
Ao longo do período colonial, São Mateus se destacou como centro econômico e administrativo. Em parte de sua trajetória, a vila chegou a ficar subordinada ao Governo da Bahia, o que contribuiu para o fortalecimento político e comercial da região, além de atrair famílias vindas do território baiano.
A cidade também ocupa lugar de destaque na história da população afro-brasileira no Espírito Santo. Durante o período escravista, a região recebeu grande contingente de africanos trazidos para o trabalho nas atividades agrícolas. Como resultado desse processo histórico, São Mateus abriga comunidades quilombolas que mantêm vivas tradições, saberes, manifestações religiosas, culinária, música e dança herdadas de seus antepassados.
Essa presença torna o município uma referência na valorização da cultura afro-capixaba. As comunidades tradicionais ajudam a preservar uma identidade cultural própria, marcada pela resistência, pela memória e pela transmissão de costumes entre gerações.
No século XIX, São Mateus ampliou sua importância regional. Em 3 de abril de 1848, a então vila foi elevada à categoria de município. Apesar disso, a principal celebração local ocorre em 21 de setembro, data associada ao padroeiro e considerada um marco simbólico da colonização da região.
Turismo em São Mateus

Durante décadas, São Mateus exerceu influência sobre uma ampla área do norte capixaba. Municípios que hoje possuem autonomia administrativa, como Nova Venécia, Boa Esperança, Jaguaré e Barra de São Francisco, já integraram seu território. Esse fato reforça a dimensão histórica da cidade na formação política e territorial do Espírito Santo.
Além da história, São Mateus também se destaca pelas belezas naturais. O litoral mateense reúne praias, rios, áreas de restinga, manguezais e paisagens que favorecem o turismo de lazer e o ecoturismo. Entre os destinos mais conhecidos está Guriri, ilha que abriga uma das praias mais frequentadas do Espírito Santo.
Com ampla faixa de areia, águas mornas e boa estrutura turística, Guriri atrai visitantes durante todo o ano, especialmente no verão. A região conta com bares, restaurantes, quiosques e opções de lazer para famílias, grupos de amigos e praticantes de esportes aquáticos. Além da praia principal, a ilha oferece áreas mais tranquilas para quem busca descanso e contato direto com a natureza.
O ecoturismo também encontra espaço em São Mateus. Os passeios de barco pelo rio Cricaré revelam paisagens marcadas pela relação entre a cidade e suas águas. Manguezais, lagoas, remanescentes de Mata Atlântica e áreas de preservação ambiental compõem um cenário de grande diversidade natural.
Gastronomia é ponto forte da cidade
A gastronomia é outro ponto forte do município. Os frutos do mar têm presença garantida nos cardápios locais, com destaque para peixes frescos, camarões e a tradicional moqueca capixaba. Restaurantes e estabelecimentos da cidade valorizam ingredientes regionais e receitas transmitidas entre gerações, oferecendo ao visitante uma experiência ligada à identidade do litoral.
Ao longo do ano, São Mateus também promove festas religiosas, eventos culturais e festivais que celebram a história e as tradições locais. Essas manifestações aproximam moradores e turistas da cultura mateense e reforçam o papel da cidade como um dos principais destinos culturais do Espírito Santo.
Atualmente, o município mantém relevância econômica no norte capixaba. Sua economia é diversificada e envolve agricultura, pecuária, fruticultura, comércio e exploração de petróleo, atividade presente na região desde a década de 1960. São Mateus também exerce influência sobre municípios vizinhos e sobre parte do extremo sul da Bahia.
Entre casarões históricos, praias movimentadas, comunidades tradicionais, manifestações culturais e paisagens naturais, São Mateus reúne diferentes experiências em um só destino. A cidade preserva marcas importantes do passado, mas também se apresenta como um polo vivo, dinâmico e essencial para a identidade do Espírito Santo.
Com informações da Secretaria de Estado de Turismo (Setur).
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