Turismo

O destino capixaba onde praia, montanha e história se encontram

O município combina o charme do interior com a proximidade do litoral e oferece um roteiro diverso para quem busca natureza, história, cultura e boa gastronomia.

Foto: Divulgação/Setur

Fundão apresenta um lado menos óbvio do Espírito Santo. O município combina o charme do interior com a proximidade do litoral e oferece um roteiro diverso para quem busca natureza, história, cultura e boa gastronomia.

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Logo na chegada, o visitante encontra paisagens marcadas por morros verdes, estradas sinuosas, fazendas antigas e um clima de tranquilidade. Ao mesmo tempo, a brisa do mar lembra que o litoral está perto e amplia as possibilidades de lazer.

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Essa mistura entre campo e praia forma uma das principais características de Fundão. Em um mesmo roteiro, o turista pode aproveitar o sossego rural e, pouco depois, curtir a energia da costa capixaba.

A vida comunitária também fortalece a identidade do município. Fundão preserva tradições que passam de geração em geração, com destaque para a influência dos imigrantes italianos.

Na culinária, essa herança aparece em massas artesanais, polentas, embutidos, vinhos locais e receitas familiares. Além disso, festas típicas, práticas agrícolas e encontros comunitários reforçam o clima acolhedor da cidade.

O Congo capixaba também marca a cultura local. A manifestação aproxima o visitante das raízes afro-brasileiras do Espírito Santo e amplia a experiência cultural no município.

Distritos mostram a diversidade de Fundão

Fundão reúne três distritos principais: Praia Grande, Timbuí e Irundi. Cada um deles revela uma parte diferente da identidade local.

Praia Grande representa a conexão direta do município com o litoral. A região concentra o balneário de Fundão, bastante procurado por moradores da Grande Vitória, principalmente em períodos de maior movimento.

Com águas calmas, orla convidativa, quiosques e áreas de lazer, Praia Grande atrai famílias e visitantes que buscam descanso ao ar livre. O pôr do sol sobre o mar completa o cenário.

Timbuí preserva uma forte ligação com a história, a agricultura e a ferrovia. O distrito guarda costumes locais, feiras, plantações e receitas típicas que ajudam a contar a trajetória da comunidade.

Já Irundi revela o lado mais rural e tranquilo de Fundão. A região reúne construções com traços coloniais, ruas arborizadas, pequenos comércios, igrejas históricas e paisagens ideais para caminhadas.

Essa divisão mostra como Fundão equilibra litoral, interior, tradição e movimento. O município convida o visitante a conhecer o Espírito Santo com mais calma, autenticidade e sabor.

História de Fundão passa pela cultura local

A história de Fundão tem ligação direta com o Rio Reis Magos, também conhecido como Rio Fundão. As águas profundas do rio inspiraram o nome da cidade e ajudaram no desenvolvimento da região.

O primeiro núcleo de povoamento surgiu às margens do rio. Depois, a construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas impulsionou o crescimento local.

A ferrovia passava pela Fazenda Taquaraçu, propriedade de Cândido Vieira, e transformou a área em um ponto estratégico para circulação, comércio e chegada de novos moradores.

Em 5 de julho de 1903, o vilarejo passou à categoria de distrito por meio da Lei Estadual nº 311 e adotou oficialmente o nome Fundão. Trinta anos depois, em 5 de julho de 1933, conquistou a emancipação política e se tornou município.

A história local também se conecta a Nova Almeida, uma das ocupações mais antigas do Espírito Santo. Antes chamada de Aldeia dos Reis Magos, a localidade foi fundada em 1556 pelo jesuíta Padre Afonso Braz, com apoio do líder indígena Maracaiaguaçu.

Durante séculos, Nova Almeida exerceu influência sobre uma grande área territorial. Em 1923, sua sede administrativa foi transferida para o então distrito de Fundão, que passou a concentrar o poder político regional.

Autonomia de Fundão

Mais tarde, em 1938, Nova Almeida foi incorporada ao município de Serra. Esse processo consolidou a autonomia de Fundão.

Ao longo dos anos, o município também passou por mudanças territoriais. Na reorganização estadual, Fundão incorporou áreas litorâneas, como Praia Grande, localizada na foz do Rio Reis Magos.

A cultura fundãoense reúne diferentes camadas históricas. A presença indígena, a atuação dos jesuítas e a chegada de imigrantes, especialmente italianos, ajudaram a formar os costumes locais.

Essa mistura aparece na culinária, nas celebrações religiosas, nas festas populares e em manifestações como o Congo capixaba.

Com raízes na agricultura, na ferrovia e no comércio regional, Fundão também passou a incorporar novas dinâmicas com a industrialização e o turismo. A localização estratégica, próxima a Vitória e com acesso ao litoral, favorece o desenvolvimento econômico e valoriza suas paisagens naturais.

Hoje, o município busca equilibrar crescimento e preservação, mantendo características do interior enquanto acompanha as transformações modernas.

O que fazer em Fundão?

Parque Natural Goiapaba-Açu

Foto: Divulgação/Setur

O Parque Natural Goiapaba-Açu fica no distrito de Irundi, na divisa entre Fundão e Santa Teresa. A área integra uma importante Unidade de Conservação de uso sustentável e foi criada em 1994.

O espaço exerce papel relevante na conservação da Mata Atlântica e no desenvolvimento sustentável das comunidades rurais do entorno. O acesso passa por fase de pavimentação, assim como a estruturação das trilhas e de outras atividades na área.

A região também se destaca pela biodiversidade. Há registro de mais de 130 espécies de aves, incluindo algumas ameaçadas de extinção. Por isso, o local atrai visitantes interessados em observação de pássaros.

Capela de Nossa Senhora da Vitória

Foto: Divulgação/Setur

A Capela de Nossa Senhora da Vitória fica em Irundi e foi construída em 1878, no fim do século XIX.

O templo representa a arquitetura religiosa ligada ao ciclo do café no interior do Espírito Santo. De sua localização, o visitante consegue avistar o Goiapaba-Açu.

A capela também possui um cemitério próprio, com cerca de dez lápides de antigos moradores. Esse detalhe reforça a ligação comunitária e a memória histórica da região.

Igreja Bom Jesus da Lapa

Foto: Divulgação/Setur

Também localizada em Irundi, a Igreja Bom Jesus da Lapa foi construída no início do século XX sobre uma elevação rochosa.

A igreja se posiciona de frente para uma antiga comunidade próxima e se tornou um marco de fé e referência visual. O templo integra a paisagem montanhosa ligada à Área de Proteção Ambiental do Goiapaba-Açu.

Igreja Matriz São José

Foto: Divulgação

A Igreja Matriz São José acompanha o desenvolvimento urbano de Fundão. São José é o padroeiro do município, e a paróquia surgiu para atender a população que se fixava às margens do Rio Fundão e da linha férrea.

A matriz representa a fé e a tradição das famílias que ajudaram a construir a cidade a partir da antiga Fazenda Taquaraçu.

O local também se relaciona com manifestações culturais e festejos que preservam a memória das famílias de imigrantes, especialmente italianos, além da religiosidade popular.

Cachoeira do Jarrão

Foto: Divulgação

A Cachoeira do Jarrão está entre as atrações naturais mais conhecidas de Fundão. A queda d’água conta com um poço refrescante para banho e costuma oferecer alguma infraestrutura de apoio aos visitantes.

Casa de Memória Antenor Neto

A Casa de Memória Antenor Neto fica no distrito de Timbuí e funciona como centro de referência da cultura do Congo em Fundão.

O espaço serve como ponto de encontro, ensaio e organização para as Bandas de Congo do município, incluindo a Associação das Bandas de Congo de Fundão.

A casa também recebe oficinas de confecção de casacas, instrumento típico do Congo, além de outras atividades que ajudam a transmitir esse saber tradicional às novas gerações.

Casa da Cultura Dr. Mauro Mattos Pereira

A Casa da Cultura Dr. Mauro Mattos Pereira está localizada no centro de Fundão. O imóvel foi construído por volta de 1882 para funcionar como sede da Fazenda Taquaraçu, uma das principais propriedades rurais da região, dedicada principalmente ao cultivo de café.

O espaço foi tombado em 1986 como Patrimônio Cultural do Espírito Santo, garantindo proteção e reconhecimento à sua relevância histórica e arquitetônica.

O patrimônio passou por restauração finalizada recentemente e deve ser reinaugurado em breve. A proposta é oferecer uma experiência imersiva ao visitante, com foco na história e nas belezas naturais de Fundão.

Praia Grande

Foto: Divulgação/Setur

Praia Grande tem águas tranquilas e rasas, o que favorece o lazer em família. A orla urbanizada reúne quiosques e restaurantes.

Em alguns trechos, a praia ainda preserva a beleza natural da restinga, criando um ambiente agradável para descanso e convivência.

Praia do Rio Preto

Foto: Divulgação/Setur

A Praia do Rio Preto possui areias finas, lisas e de tom creme. O local favorece caminhadas e atividades na areia.

Com aspecto mais natural e rústico, a praia costuma ser menos movimentada. A região também serve como ponto de desova de tartarugas marinhas monitoradas pelo Projeto Tamar.

As castanheiras ao redor oferecem sombra natural e reforçam o clima tranquilo do local.

Com informações da Secretaria de Estado de Turismo (Setur).

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