Saúde e Bem-estar

Anvisa amplia uso de terapia contra câncer de mama HER2-positivo e reforça chances de cura

Nova indicação aprovada pela Anvisa permite usar o Enhertu mais cedo para reduzir o risco de retorno do câncer de mama HER2-positivo.

A foto alude ao câncer de mama
Fonte: Magnific

Receber o diagnóstico de câncer de mama sempre provoca muitas dúvidas. No entanto, os avanços da medicina continuam ampliando as possibilidades de tratamento. Agora, pacientes com um tipo específico da doença ganharam uma nova alternativa terapêutica.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação para o medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana). Com isso, médicos poderão utilizar a terapia mais cedo em pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágio inicial.

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Quem poderá receber o novo tratamento?

A nova indicação contempla adultos que ainda apresentam células cancerígenas após a quimioterapia, a terapia-alvo e a cirurgia.

Essa condição recebe o nome de doença invasiva residual. Nesses casos, exames identificam a presença de células tumorais mesmo depois do tratamento realizado antes da cirurgia.

Segundo a Anvisa, esse grupo enfrenta maior risco de retorno da doença. Até 25% desses pacientes podem apresentar recidiva em até dez anos.

Objetivo é reduzir o risco de o câncer voltar

Até então, o Enhertu atendia principalmente pacientes com câncer de mama HER2-positivo em estágios mais avançados.

Agora, a terapia passa a integrar uma fase mais precoce do tratamento. Dessa forma, os médicos buscam aumentar as chances de cura antes que a doença reapareça.

Estudos clínicos sustentaram a decisão da Anvisa. Os resultados mostraram redução de 53% no risco de recorrência invasiva ou morte entre os pacientes tratados com o medicamento.

Além disso, a pesquisa demonstrou melhora no tempo em que os pacientes permaneceram livres da doença.

Como funciona o Enhertu?

O trastuzumabe deruxtecana pertence ao grupo dos chamados conjugados anticorpo-droga.

Na prática, o medicamento combina um anticorpo capaz de localizar a proteína HER2 com uma substância quimioterápica.

Depois de encontrar a célula tumoral, o anticorpo libera o medicamento diretamente no alvo. Assim, a terapia destrói as células cancerígenas com maior precisão.

Além disso, o tratamento também pode atingir células tumorais próximas, mesmo quando elas apresentam menor quantidade da proteína HER2.

Essa estratégia amplia a ação contra o tumor e reduz a exposição de tecidos saudáveis quando comparada à quimioterapia convencional.

O medicamento já está disponível no SUS?

O Enhertu ainda não está disponível no SUS. A aprovação da Anvisa autoriza o uso do medicamento no Brasil. Entretanto, a disponibilização pelo Sistema Único de Saúde (SUS) depende de uma análise de incorporação.

Nessa etapa, especialistas avaliam critérios como eficácia, segurança, custo e impacto financeiro para a rede pública.

O que é o câncer de mama HER2-positivo?

O câncer de mama HER2-positivo representa entre 10% e 19% dos casos da doença. Esse subtipo produz grandes quantidades da proteína HER2, responsável por estimular o crescimento das células tumorais.

Durante muitos anos, médicos associaram esse tipo de tumor a um prognóstico mais desfavorável. Entretanto, o desenvolvimento das terapias-alvo mudou esse cenário e aumentou significativamente as possibilidades de controle da doença.

Com a nova aprovação, especialistas reforçam uma tendência da oncologia moderna: levar tratamentos cada vez mais precisos para fases iniciais do câncer, aumentando as chances de cura e reduzindo o risco de recidiva.

Confira a Resolução 2.636/2026.

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