Saúde e Bem-estar

Autismo no Brasil: pesquisa revela barreiras no diagnóstico e no acesso a terapias

Pesquisa inédita revela que pessoas autistas ainda enfrentam atrasos no diagnóstico e pouco acesso a terapias no Brasil.

A foto alude ao autismo
Fonte: Freepik

O Brasil avançou na conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA). Ainda assim, milhares de famílias seguem longe do atendimento ideal. Um estudo nacional mostrou que o acesso ao diagnóstico e às terapias ainda enfrenta barreiras importantes.

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O levantamento Mapa Autismo Brasil ouviu mais de 23 mil pessoas em todos os estados. A pesquisa traçou o primeiro perfil sociodemográfico nacional de autistas e cuidadores. Com isso, revelou desigualdades que afetam o cuidado desde a infância.

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Embora o tema tenha ganhado visibilidade, o suporte ainda não acompanha a demanda. Por isso, o estudo reforça a urgência de fortalecer políticas públicas.

Diagnóstico ainda chega tarde para muitos brasileiros

O diagnóstico precoce faz diferença no desenvolvimento. No entanto, a realidade ainda preocupa. Apenas 20,4% dos entrevistados disseram ter recebido confirmação do diagnóstico pelo SUS.

A maioria informou diagnóstico na rede particular ou por plano de saúde. Esse dado mostra uma dependência da renda para acessar especialistas.

Outro ponto chama atenção: embora muitos casos sejam identificados até os 4 anos, a média geral de idade no diagnóstico chegou a 11 anos. Isso indica que muitos brasileiros descobrem o autismo tardiamente.

Além disso, familiares perceberam os primeiros sinais na maior parte dos casos. Em contraste, médicos e professores alertaram com menos frequência.

Esse cenário mostra uma falha na identificação precoce. Portanto, ampliar o olhar de escolas e unidades de saúde se tornou essencial.

Terapias seguem fora do alcance de grande parte das famílias

As terapias são pilares no cuidado do autismo. Apesar disso, o acesso ainda é limitado. Somente 15,5% dos entrevistados relataram fazer terapias pelo SUS.

Enquanto isso, mais de 60% disseram pagar do próprio bolso ou usar plano de saúde. Como resultado, o cuidado pesa no orçamento e amplia desigualdades.

Entre as terapias mais comuns, aparecem:

  • psicoterapia;
  • terapia ocupacional;
  • fonoaudiologia;
  • psicopedagogia;
  • terapia ABA.

Ainda assim, 16,4% afirmaram não fazer nenhuma terapia. Além disso, a maioria relatou apenas uma ou duas horas semanais de atendimento.

Esse tempo fica abaixo do recomendado em muitos casos. Dessa forma, o desenvolvimento e a autonomia podem ser prejudicados.

Escola e trabalho ainda impõem desafios

A inclusão escolar avançou no papel. Porém, a prática ainda falha. Quase 40% dos estudantes autistas disseram não receber apoio de acessibilidade.

Isso compromete aprendizado, socialização e permanência na escola. Logo, a matrícula sozinha não garante inclusão real.

Na vida adulta, os desafios continuam. Muitos relataram desemprego ou ausência de renda. Esse dado reforça o impacto do cuidado na rotina familiar e profissional.

O que o estudo revela sobre o futuro

O estudo mostra que o Brasil precisa ampliar acesso, reduzir filas e garantir terapias adequadas. Além disso, precisa investir em inclusão escolar e suporte às famílias.

Diagnóstico cedo, tratamento contínuo e acolhimento mudam trajetórias. Portanto, discutir autismo exige mais do que informação. Exige ação.

Com baseem informações do portal Agência Brasil.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.