Doenças crônicas: atitudes simples ajudam a tornar o tratamento mais seguro
Consultas, medicamentos e exames fazem parte do cuidado das doenças crônicas; veja atitudes que ajudam a reduzir riscos.

Conviver com uma doença crônica significa lidar com consultas, exames, medicamentos e decisões de saúde por longos períodos. Nesse caminho, pequenos cuidados podem ajudar a evitar problemas.
Diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias crônicas estão entre as principais doenças não transmissíveis. Elas podem atingir pessoas de diferentes idades e, muitas vezes, exigem acompanhamento contínuo.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu justamente esse grupo de doenças como tema do Dia Mundial da Segurança do Paciente de 2026. A campanha reforça a importância de um cuidado seguro durante toda a jornada de tratamento.
Como reduzir riscos durante o tratamento de doenças crônicas?
O primeiro passo é participar ativamente do próprio cuidado. Isso significa entender o diagnóstico, saber quais tratamentos estão em andamento e esclarecer dúvidas antes de sair da consulta.
O Ministério da Saúde recomenda que pacientes e familiares perguntem qual é o objetivo do tratamento, como usar os medicamentos e quais reações exigem atenção. Também vale perguntar quando será necessário retornar ao serviço de saúde.
Se alguma orientação parecer confusa, peça uma nova explicação. O profissional pode apresentar a informação em uma linguagem mais simples. Essa participação ajuda a identificar possíveis problemas e melhora a continuidade do cuidado.
Por que o acompanhamento contínuo é importante?
Doenças crônicas costumam exigir acompanhamento durante longos períodos. Por isso, consultas e exames não devem ocorrer apenas quando surgem sintomas.
O acompanhamento permite avaliar a evolução da doença e ajustar o tratamento quando necessário. Ele também ajuda a organizar informações entre diferentes profissionais e serviços de saúde.
A necessidade de cuidados frequentes também aumenta os pontos de contato entre o paciente e o sistema de saúde. Segundo a OMS, uma em cada dez pessoas sofre algum dano durante a assistência à saúde. Cerca de metade desses danos pode ser evitada.
Quais cuidados o paciente pode adotar?
Algumas atitudes simples ajudam a tornar o tratamento mais seguro:
- mantenha seus dados de saúde atualizados;
- informe os medicamentos que utiliza;
- tire dúvidas sobre doses e horários;
- pergunte sobre possíveis reações;
- anote orientações importantes;
- leve um acompanhante quando precisar;
- compareça às consultas e aos exames programados;
- comunique mudanças ou piora dos sintomas.
Também é importante informar à equipe sobre outros tratamentos realizados. Essa informação ajuda os profissionais a compreenderem melhor o conjunto de cuidados necessários.
Quais doenças exigem atenção contínua?
As doenças cardiovasculares, os cânceres, o diabetes e as doenças respiratórias crônicas estão entre as principais doenças não transmissíveis. No conjunto, elas respondem por 74% das mortes no mundo, segundo a OMS.
O Ministério da Saúde também destaca fatores de risco que podem ser modificados. Entre eles estão tabagismo, consumo prejudicial de álcool, alimentação inadequada e falta de atividade física. A obesidade também pode aumentar o risco de outras doenças crônicas.
Prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento fazem parte da mesma jornada. Por isso, segurança não significa apenas evitar erros dentro de um hospital.
Segurança do paciente também depende da comunicação
A campanha de 2026 usa o lema “Cuidado seguro para a vida!”. A proposta chama atenção para todas as etapas do cuidado, incluindo prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e autocuidado.
No Brasil, o Ministério da Saúde reforça a participação de pacientes e familiares como parte das estratégias de segurança. A orientação vale tanto para quem utiliza o SUS quanto para quem recebe atendimento em outros serviços.
Em caso de piora repentina ou emergência, a orientação é procurar atendimento imediatamente. No Brasil, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atende pelo telefone 192.
Cuidar da própria saúde também envolve fazer perguntas, guardar informações e acompanhar o tratamento. Essas atitudes não substituem a equipe de saúde, mas ajudam o paciente a participar de decisões mais seguras.
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