Saúde e Bem-estar

Escape de urina ao correr não é normal: entenda as causas

Escape de urina durante corrida e saltos pode atingir mulheres jovens e indicar alterações na força, tensão ou coordenação do assoalho pélvico.

A foto alude ao escape de urina durante corrida
Fonte: Magnific

Correr, pular, dançar ou fazer exercícios intensos pode provocar pequenas perdas de urina em algumas mulheres. Apesar de comum, o escape durante o esforço não deve ser tratado como algo normal. A chamada incontinência urinária de esforço acontece quando a pressão dentro do abdômen aumenta e a região responsável por sustentar a bexiga não responde adequadamente.

O problema pode aparecer em mulheres jovens, inclusive entre aquelas que praticam atividade física regularmente. Por isso, idade, gravidez e sedentarismo não explicam todos os casos.

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Por que a urina escapa durante a corrida ou os saltos?

O impacto aumenta rapidamente a pressão sobre a bexiga. Nesse momento, o assoalho pélvico precisa contrair e coordenar seus movimentos para ajudar a manter a continência.

Quando essa resposta não acontece no momento adequado, pode ocorrer o escape.

A dificuldade, porém, nem sempre resulta de músculos fracos. Falhas de coordenação, alterações na respiração e excesso de tensão muscular também podem interferir nesse mecanismo.

Por isso, apenas fortalecer o assoalho pélvico pode não resolver o problema em todas as mulheres.

O assoalho pélvico pode estar tenso demais?

Sim. Essa musculatura precisa contrair, mas também precisa relaxar. Quando permanece excessivamente contraída, pode perder eficiência e prejudicar a coordenação dos movimentos.

Estresse, dor pélvica e alterações respiratórias podem contribuir para mudanças nesse funcionamento. Cada situação exige uma avaliação individual.

A fisioterapia especializada pode analisar força, coordenação, respiração, postura e resposta aos movimentos de impacto.

Fazer exercícios para o assoalho pélvico resolve?

Nem sempre. Os exercícios podem ajudar quando a avaliação identifica redução de força ou dificuldade de ativação muscular.

Entretanto, algumas mulheres precisam trabalhar principalmente coordenação e relaxamento. Outras necessitam preparar o corpo gradualmente para atividades de maior impacto.

Por isso, repetir exercícios de fortalecimento sem orientação pode não atingir a causa do escape.

O tratamento deve considerar a rotina, os sintomas e o tipo de atividade física praticada.

Preciso parar de correr por causa do escape?

Não necessariamente. A incontinência urinária não significa que a mulher precise abandonar a atividade física.

Na verdade, evitar permanentemente os exercícios pode limitar a rotina sem resolver a causa do problema. O objetivo do tratamento é melhorar a função e permitir uma retomada segura dos movimentos.

A progressão do impacto pode ocorrer de maneira individualizada. A fisioterapia pode ajudar a adaptar exercícios e trabalhar a relação entre respiração, abdômen e assoalho pélvico.

Usar absorvente durante o treino resolve?

O absorvente pode ajudar a lidar com o desconforto provocado pelo escape, mas não trata a causa da incontinência.

Se a perda de urina acontece repetidamente durante exercícios, vale procurar avaliação profissional. O sintoma pode indicar uma alteração que merece tratamento.

A Sociedade Internacional de Continência considera a incontinência urinária um problema que pode afetar atividades físicas, sociais e qualidade de vida.

Quando procurar ajuda?

A mulher deve buscar avaliação quando os escapes se repetem, aumentam ou começam a limitar sua rotina.

Também vale procurar atendimento quando a perda ocorre fora dos exercícios ou aparece junto com dor, ardência, sangue na urina, dificuldade para urinar ou mudanças importantes no funcionamento da bexiga.

O profissional poderá identificar o tipo de incontinência e investigar possíveis causas.

O mais importante é não considerar a perda de urina durante corrida ou saltos como um preço inevitável por praticar exercícios. O sintoma tem tratamento e merece avaliação, inclusive entre mulheres jovens e fisicamente ativas.

Movimentar-se sem escapes não deve depender de esconder o problema. O caminho começa por entender como o assoalho pélvico está funcionando e qual cuidado ele realmente precisa.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.