Novembro Laranja alerta para zumbido e intolerância a sons
Campanha Novembro Laranja destaca zumbido, misofonia e hiperacusia e reforça a prevenção de problemas auditivos.

Um apito que não desaparece, um chiado constante ou o incômodo exagerado diante de barulhos comuns podem indicar alterações na saúde auditiva. Esses sintomas interferem no sono, na concentração, no trabalho e na convivência social.
Para chamar atenção a esses problemas, a campanha Novembro Laranja promove a conscientização sobre três condições: zumbido, misofonia e hiperacusia. Embora apresentem características diferentes, todas podem comprometer a qualidade de vida.
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No Brasil, aproximadamente 28 milhões de pessoas convivem com zumbido, segundo dados divulgados pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. Apesar da frequência, muita gente ainda considera o problema uma consequência natural do envelhecimento.
A campanha também reforça a importância da prevenção. Afinal, hábitos como ouvir música em volume elevado e permanecer em ambientes muito barulhentos podem prejudicar a audição.
O que são zumbido, misofonia e hiperacusia?
As três condições envolvem a percepção dos sons, mas apresentam diferenças importantes. Conhecer essas características ajuda a reconhecer os sintomas e buscar avaliação adequada.
Zumbido provoca sons sem uma fonte externa
O zumbido acontece quando a pessoa percebe sons sem que exista uma fonte sonora externa. Pode parecer um apito, chiado, assobio ou outro ruído persistente.
O sintoma pode acompanhar diferentes alterações do organismo, especialmente problemas relacionados ao sistema auditivo. Além disso, pode prejudicar o descanso, a concentração e as atividades cotidianas.
O zumbido não representa necessariamente uma condição inevitável com o avanço da idade. Por isso, quem apresenta o sintoma deve procurar avaliação para investigar suas possíveis causas.
Misofonia provoca reações intensas a determinados ruídos
Na misofonia, alguns sons específicos desencadeiam reações emocionais intensas. Entre os exemplos estão mastigação, respiração, estalos e ruídos repetitivos.
Esses estímulos podem provocar irritação, ansiedade e desconforto. Como consequência, algumas pessoas evitam refeições coletivas, encontros familiares e outros ambientes sociais.
Hiperacusia aumenta a sensibilidade aos sons
A hiperacusia caracteriza-se pela intolerância a sons que outras pessoas consideram normais. Ruídos do cotidiano podem provocar desconforto desproporcional.
Essa sensibilidade pode dificultar a permanência em locais movimentados, reuniões e ambientes de trabalho. Portanto, o problema também pode afetar a convivência e o bem-estar emocional.
Uso de fones e exposição a ruídos preocupam a OMS
Os hábitos modernos de escuta aumentam a preocupação com a saúde auditiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um bilhão de jovens adultos enfrentam risco de perda auditiva permanente e evitável.
Entre os principais fatores estão o uso prolongado de fones em volumes elevados e a exposição frequente a ambientes muito barulhentos.
A OMS também projeta que aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas poderão apresentar algum grau de perda auditiva até 2050. Desse total, mais de 700 milhões precisarão de serviços de reabilitação.
Embora perda auditiva, zumbido e intolerância aos sons sejam condições diferentes, esses números reforçam a importância dos cuidados preventivos.
Como proteger a audição no dia a dia?
Algumas mudanças de hábito ajudam a reduzir a exposição a ruídos prejudiciais. Entre as principais recomendações estão:
- Controlar o volume dos fones de ouvido.
- Fazer pausas durante a exposição prolongada a sons.
- Evitar permanecer por muito tempo em ambientes excessivamente barulhentos.
- Utilizar proteção auditiva em locais com ruídos intensos.
- Procurar avaliação profissional diante de sintomas persistentes.
Entretanto, pessoas com hiperacusia precisam de orientação individualizada. O uso excessivo de protetores auditivos em ambientes comuns pode não ser adequado para todos os casos.
Zumbido e intolerância a sons têm tratamento?
Sim. As possibilidades de tratamento dependem da causa, da intensidade dos sintomas e dos impactos na rotina de cada pessoa.
A investigação pode envolver acompanhamento otorrinolaringológico e avaliação audiológica. Conforme a necessidade, o tratamento também pode incluir terapias sonoras, aparelhos auditivos e abordagens psicológicas específicas.
No caso do zumbido, identificar fatores associados ao sintoma ajuda a definir estratégias para reduzir o incômodo. Já a misofonia e a hiperacusia exigem avaliação das características individuais e das situações que provocam desconforto.
O Novembro Laranja reforça que conviver com ruídos constantes ou intolerância sonora não significa aceitar limitações sem buscar ajuda. Reconhecer os sintomas e investigar suas causas são passos importantes para preservar a saúde auditiva e a qualidade de vida.
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