Saúde e Bem-estar

Quem tem enxaqueca com aura deve se preocupar com AVC?

A enxaqueca com aura está associada a maior risco de AVC, especialmente quando combinada a fatores como tabagismo, hipertensão e diabetes.

A foto alude à enxaqueca com aura
Fonte: Magnific

Sentir uma forte dor de cabeça acompanhada de pontos luminosos, visão embaçada ou formigamentos pode assustar. Esses sintomas caracterizam a enxaqueca com aura, uma condição que exige atenção não apenas pelo desconforto, mas também por estar associada a um maior risco de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Apesar disso, especialistas reforçam que essa relação não significa que quem sofre de enxaqueca desenvolverá um AVC.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui

O maior perigo surge quando a enxaqueca com aura se combina a fatores de risco cardiovasculares, como tabagismo, hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade e sedentarismo. A boa notícia é que a maioria desses fatores pode ser controlada com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico.

Leia também – Anvisa aprova novo medicamento para tipo agressivo de linfoma

Quem tem enxaqueca com aura corre maior risco de AVC?

Sim, mas esse aumento de risco ocorre principalmente entre pessoas que apresentam enxaqueca com aura.

A aura consiste em sintomas neurológicos temporários que aparecem antes ou durante a crise de dor de cabeça. Os sinais mais comuns incluem pontos brilhantes na visão, imagens em zigue-zague, perda parcial da visão, formigamentos e dificuldade para falar.

Segundo estudos, essas pessoas podem apresentar um risco relativo até duas vezes maior de desenvolver um AVC isquêmico ao longo da vida. Ainda assim, o risco absoluto permanece baixo.

Já na enxaqueca sem aura, as pesquisas atuais não demonstram um aumento consistente no risco de acidente vascular cerebral.

Por que a enxaqueca com aura aumenta esse risco?

Outros fatores costumam ser os principais responsáveis

Os neurologistas explicam que a enxaqueca, isoladamente, raramente leva ao AVC.

O problema ocorre quando ela está associada a fatores que prejudicam a circulação sanguínea e favorecem a formação de coágulos.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • tabagismo;
  • pressão alta;
  • diabetes;
  • colesterol elevado;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Quanto mais fatores estiverem presentes, maior será o risco cardiovascular.

Nas mulheres, existe ainda um cuidado adicional. O uso de anticoncepcionais hormonais combinados que contêm estrogênio pode aumentar significativamente o risco de formação de coágulos em pacientes com enxaqueca com aura. Por isso, a escolha do método contraceptivo deve ser discutida com o médico.

Como diferenciar uma crise de enxaqueca de um AVC?

A velocidade dos sintomas faz diferença

Embora alguns sintomas sejam parecidos, existem diferenças importantes. Na enxaqueca com aura, as alterações costumam surgir gradualmente, evoluindo ao longo de alguns minutos. Em geral, desaparecem em até uma hora e são seguidas pela dor de cabeça.

No AVC, os sintomas aparecem de forma súbita. Os principais sinais incluem:

  • fraqueza ou dormência em um lado do corpo;
  • dificuldade para falar ou compreender;
  • perda repentina da visão;
  • desvio da boca;
  • dificuldade para caminhar ou manter o equilíbrio.

Mesmo pessoas que já convivem com enxaqueca devem procurar atendimento imediato se apresentarem sintomas diferentes dos habituais, uma aura pela primeira vez, alterações neurológicas prolongadas ou uma dor de cabeça súbita e extremamente intensa.

Como reduzir o risco de AVC?

A prevenção começa pelo controle dos fatores de risco. Parar de fumar, controlar a pressão arterial, manter colesterol e glicemia em níveis adequados, praticar atividade física regularmente, alimentar-se de forma equilibrada e manter acompanhamento com um neurologista ajudam a reduzir significativamente o risco cardiovascular.

Além disso, nunca interrompa ou troque medicamentos por conta própria. Quem utiliza anticoncepcionais hormonais e apresenta enxaqueca com aura deve conversar com o ginecologista para avaliar alternativas mais seguras.

A informação e o acompanhamento médico continuam sendo as melhores ferramentas para prevenir complicações e preservar a saúde do cérebro.

Você no aquinoticias.com

Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.