Saúde e Bem-estar

Remédios ou laser? Entenda o tratamento da próstata

Medicamentos controlam a maioria dos casos de próstata aumentada, mas técnicas cirúrgicas modernas oferecem novas alternativas quando os sintomas persistem.

A foto alude ao câncer de próstata-tratamentos
Fonte: Magnific

Muitos homens passam a conviver com dificuldade para urinar à medida que envelhecem. O jato urinário fica mais fraco, a vontade de ir ao banheiro aumenta, principalmente durante a noite, e a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga se torna frequente. Esses sintomas podem indicar hiperplasia prostática benigna (HPB), aumento não canceroso da próstata que afeta milhões de brasileiros.

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Na maioria dos casos, o tratamento começa com medicamentos. No entanto, nem todos os pacientes conseguem controlar os sintomas apenas com remédios. Quando isso acontece, técnicas cirúrgicas menos invasivas ampliam as opções de tratamento e podem proporcionar melhor qualidade de vida.

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Quando o tratamento com medicamentos é suficiente?

O tratamento medicamentoso costuma ser a primeira escolha para homens com sintomas leves ou moderados. O objetivo é aliviar o desconforto e melhorar o fluxo urinário, evitando complicações.

Estima-se que cerca de 80% dos pacientes apresentem melhora com os medicamentos. Existem dois grupos principais de remédios utilizados.

O primeiro relaxa a musculatura da próstata e da bexiga. Dessa forma, a urina passa com mais facilidade pela uretra, canal responsável por conduzir a urina para fora do corpo.

O segundo reduz a ação do hormônio responsável pelo crescimento da próstata. Com o tempo, esse tratamento diminui o volume da glândula e ajuda a retardar a progressão da doença.

Em alguns casos, o médico combina as duas classes de medicamentos para obter um controle mais eficaz dos sintomas.

Quais são as limitações do tratamento?

Apesar dos bons resultados, os medicamentos não eliminam a doença. Eles controlam os sintomas enquanto o paciente mantém o uso contínuo. Além disso, alguns homens podem apresentar efeitos adversos, como:

  • tontura;
  • sensação de fraqueza;
  • redução do volume da ejaculação;
  • diminuição da libido;
  • alterações na função erétil.

Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para avaliar a eficácia do tratamento e ajustar a terapia sempre que necessário.

Quando a cirurgia passa a ser indicada?

Nem todos os pacientes respondem adequadamente aos medicamentos. Além disso, algumas complicações tornam a cirurgia a alternativa mais indicada. Entre as principais situações estão:

  • retenção urinária, quando a pessoa não consegue urinar;
  • infecções urinárias frequentes;
  • sangramentos urinários recorrentes;
  • comprometimento da função dos rins;
  • sintomas intensos que reduzem significativamente a qualidade de vida.

Nesses casos, o tratamento cirúrgico busca remover a parte da próstata que comprime a uretra e dificulta a passagem da urina.

Quais são as opções de cirurgia para próstata aumentada?

Durante muitos anos, a ressecção transuretral da próstata, conhecida popularmente como “raspagem”, representou o principal procedimento para próstatas menores.

Já pacientes com próstatas muito aumentadas frequentemente precisavam de cirurgia aberta.

Nos últimos anos, porém, técnicas minimamente invasivas ganharam espaço.

Como funciona a cirurgia com laser?

Uma das tecnologias mais utilizadas atualmente emprega o laser de hólmio, procedimento conhecido pela sigla HoLEP.

Nesse método, o cirurgião remove o tecido prostático por via endoscópica, ou seja, utilizando instrumentos introduzidos pela uretra. Assim, evita cortes externos e reduz o trauma cirúrgico.

Entre as principais vantagens estão:

  • possibilidade de tratar próstatas de diferentes tamanhos;
  • menor perda de sangue durante o procedimento;
  • recuperação mais rápida;
  • alta hospitalar, na maioria dos casos, em até 24 horas;
  • retorno mais precoce às atividades diárias.

O procedimento já integra diretrizes internacionais como uma das principais alternativas cirúrgicas para o tratamento da hiperplasia prostática benigna.

Como saber qual tratamento é o mais adequado?

A escolha depende de diversos fatores. O médico considera a intensidade dos sintomas, o tamanho da próstata, a idade, a presença de outras doenças, as expectativas do paciente e a ocorrência de complicações.

Além disso, aspectos como acesso ao tratamento, cobertura pelo plano de saúde ou disponibilidade do procedimento também influenciam a decisão. Por isso, não existe uma única resposta para todos os casos.

O que fazer ao perceber os primeiros sintomas?

Homens com dificuldade para urinar, aumento da frequência urinária, necessidade de levantar várias vezes durante a noite ou sensação de bexiga cheia devem procurar avaliação com um urologista.

Quanto mais cedo o diagnóstico ocorre, maiores são as chances de controlar os sintomas, evitar complicações e escolher o tratamento mais adequado para cada situação.

O crescimento benigno da próstata faz parte do envelhecimento masculino, mas não deve ser encarado como uma consequência inevitável da idade. Hoje, medicamentos controlam os sintomas na maioria dos pacientes, enquanto técnicas cirúrgicas modernas oferecem recuperação mais rápida e bons resultados quando a cirurgia se torna necessária. O acompanhamento médico permite identificar o momento certo para cada abordagem e preservar a qualidade de vida.

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