Saúde e Bem-estar

Sabe o que é hikikomori? Veja esse perigo que cresce no mundo

Hikikomori descreve um isolamento social intenso e prolongado que pode afetar adolescentes e jovens em diferentes países

A foto mostra adolescente isolado em casa
Fonte: Magnific

Adolescentes e jovens podem atravessar períodos de maior afastamento social. Porém, quando a reclusão se prolonga e interfere na rotina, o comportamento merece atenção.

Esse fenômeno recebe o nome de hikikomori, termo japonês que pode ser traduzido como “isolado em casa”. A expressão descreve situações de isolamento social intenso e prolongado.

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A pessoa pode permanecer durante semanas, meses ou até anos praticamente reclusa. Nesse período, reduz o contato presencial e mantém grande parte da interação com o mundo por meio das telas.

Embora o fenômeno tenha sido descrito inicialmente no Japão, pesquisadores também observam casos em outros países.

O que é hikikomori e quando o isolamento preocupa?

O hikikomori descreve um padrão extremo de reclusão social. A pessoa se afasta progressivamente de atividades, relações e compromissos presenciais.

No Japão, estudos citados pela fonte estimam ocorrência entre 1% e 2% dos adolescentes. Para outros países, ainda faltam dados epidemiológicos suficientes para estabelecer uma frequência confiável.

Além disso, o hikikomori ainda não possui uma classificação própria nos principais manuais diagnósticos. Por isso, profissionais precisam avaliar cada caso dentro do contexto clínico.

O fenômeno pode aparecer sozinho ou acompanhar outros problemas de saúde mental.

Quais fatores podem favorecer o isolamento?

Diversas situações podem contribuir para o desenvolvimento desse comportamento. Entre elas aparecem baixa autoestima, dificuldades de socialização, bullying e experiências traumáticas na infância.

Conflitos familiares e dificuldades relacionadas às expectativas sociais também podem aumentar a vulnerabilidade.

Em alguns casos, características relacionadas ao autismo ou ao TDAH podem coexistir com o isolamento. Isso, porém, não significa que essas condições provoquem automaticamente o hikikomori.

O afastamento pode funcionar como uma tentativa de evitar situações percebidas como difíceis, frustrantes ou ameaçadoras.

O excesso de telas causa hikikomori?

A relação entre telas e isolamento não apresenta uma explicação única.

O uso intenso da internet e de jogos pode contribuir para o afastamento quando ocupa grande parte da rotina. Ao mesmo tempo, a pessoa já isolada pode recorrer às telas para manter algum contato com o mundo.

Por isso, observar apenas o número de horas conectado não basta. O impacto sobre a vida cotidiana ajuda a entender melhor a situação.

Quando a atividade virtual substitui progressivamente estudos, trabalho, relações familiares, lazer e convivência presencial, o comportamento merece avaliação.

Quais sinais indicam que o jovem precisa de atenção?

O isolamento costuma avançar gradualmente. Alguns sinais podem aparecer ao longo desse processo:

  • afastamento crescente de amigos e familiares;
  • abandono de atividades sociais;
  • perda de interesse pelo contato presencial;
  • aumento expressivo do tempo diante das telas;
  • alterações no sono;
  • irritabilidade;
  • dificuldade crescente para lidar com situações fora do ambiente virtual.

A chamada desadaptação social também merece atenção. Ela ocorre quando a pessoa passa a ter dificuldades importantes para manter atividades e relações necessárias à vida cotidiana.

Como tratar o hikikomori?

O cuidado depende das características e da história de cada pessoa. Por isso, a avaliação profissional precisa considerar possíveis problemas associados ao isolamento.

A psicoterapia pode integrar o tratamento. Em algumas situações, profissionais também podem indicar medicamentos para sintomas ou condições específicas.

A participação da família representa outro componente importante. Pressionar, ameaçar ou exigir uma mudança imediata pode aumentar o afastamento.

Uma abordagem acolhedora pode ajudar a reconstruir vínculos aos poucos. O objetivo consiste em ampliar gradualmente a participação social, respeitando as necessidades e os limites de cada pessoa.

Quando buscar ajuda?

O isolamento ocasional faz parte da vida e não significa necessariamente um problema de saúde. A preocupação aumenta quando o afastamento se torna persistente e compromete diferentes áreas da rotina.

Nessas situações, familiares podem procurar orientação profissional para entender o comportamento e identificar possíveis causas.

Quanto mais cedo a família percebe mudanças importantes, maior a possibilidade de construir estratégias de cuidado antes que o isolamento se aprofunde.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.