Saúde e Bem-estar

SUS amplia oferta de trombolíticos para infarto e AVC

Nova lei prevê ampliar a oferta de trombolíticos no SUS para acelerar o atendimento de casos de infarto e AVC isquêmico.

A foto mostra o ministro da Saúde Padilha
Foto: João Risi l MS

Uma nova lei pode facilitar o acesso a medicamentos que ajudam a desobstruir vasos sanguíneos durante emergências cardiovasculares.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a medida nesta quarta-feira (2). A lei prevê a ampliação da oferta de trombolíticos na rede de urgência e emergência do SUS, de acordo com o Ministro da Saúde Alexandre Padilha.

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A mudança inclui as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O objetivo consiste em reduzir o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. Essa agilidade pode fazer diferença para pessoas com infarto ou AVC isquêmico. Nesses casos, o atendimento rápido aumenta as chances de recuperação e reduz riscos de sequelas.

O que muda com a nova lei para quem usa o SUS?

A nova lei prevê estratégias para ampliar a disponibilidade de trombolíticos nos serviços públicos de urgência e emergência.

O SUS já utiliza esses medicamentos dentro dos protocolos de atendimento. Porém, gestores locais fazem a aquisição dos produtos.

Agora, um comitê do Ministério da Saúde vai avaliar formas de melhorar essa oferta. A proposta busca aproximar o tratamento dos pacientes que precisam dele.

A medida ganha importância principalmente em regiões com menor acesso a hospitais que realizam procedimentos cardiovasculares e neurológicos complexos.

O que são trombolíticos e quando eles são usados?

Trombolíticos são medicamentos que ajudam o organismo a dissolver coágulos que bloqueiam a circulação sanguínea.

No infarto, um coágulo pode impedir a chegada de sangue ao músculo do coração. No AVC isquêmico, uma obstrução interrompe o fluxo de sangue para uma região do cérebro.

A equipe médica avalia cada caso antes de indicar o medicamento. O tratamento não serve para todos os tipos de infarto ou AVC.

No AVC hemorrágico, por exemplo, o problema envolve o rompimento de um vaso cerebral. Por isso, o trombolítico não representa o tratamento indicado.

Por que cada minuto importa?

A falta de circulação provoca danos progressivos aos tecidos. Por isso, quanto mais cedo o paciente recebe atendimento, maiores ficam as possibilidades de recuperação.

No infarto, o trombolítico pode ajudar quando a angioplastia não chega a tempo. O procedimento pode restabelecer o fluxo sanguíneo enquanto a equipe organiza a continuidade do atendimento.

Quantos casos de infarto e AVC acontecem no Brasil?

O Brasil registra entre 300 mil e 400 mil casos de infarto por ano, segundo o Ministério da Saúde.

Em 2025, o SUS contabilizou 292 mil atendimentos relacionados ao AVC. Desse total, 218 mil envolveram o tipo isquêmico.

Os números mostram a dimensão das emergências cardiovasculares e cerebrovasculares no país.

Como reconhecer um AVC ou infarto?

Alguns sinais exigem atendimento imediato. No AVC, podem surgir fraqueza em um lado do corpo, alteração da fala, confusão, problemas de visão, tontura ou dificuldade para caminhar. No infarto, dor ou pressão no peito, suor frio, palidez e sensação de desmaio exigem avaliação urgente.

Diante de uma suspeita, ligue para o SAMU pelo número 192. O serviço funciona gratuitamente, 24 horas por dia.

Como o SUS pretende acelerar o atendimento?

O Ministério da Saúde criou um comitê para acompanhar a implementação das linhas de cuidado para AVC e infarto. O grupo vai reunir informações e propor medidas para melhorar o percurso do paciente pela rede de urgência.

Desde 2014, o SAMU 192 já pode utilizar recursos para administrar tenecteplase, um trombolítico, em unidades habilitadas.

Atualmente, 102 unidades do SAMU recebem recursos para esse atendimento em sete estados. Em 2025, as equipes registraram 861 aplicações do medicamento.

A nova medida pretende ampliar essa capacidade, especialmente nas UPAs e em locais com menor acesso a serviços especializados.

O que fazer diante de sinais de emergência?

Não espere os sintomas desaparecerem. Também não tente definir sozinho se o quadro representa infarto ou AVC.

Procure atendimento imediatamente e informe à equipe quando os sintomas começaram. Essa informação ajuda os profissionais a avaliar as opções de tratamento.

No caso do AVC, o Ministério da Saúde reforça que a rapidez no diagnóstico e no tratamento aumenta as chances de recuperação.

A nova lei busca melhorar justamente esse intervalo entre o surgimento dos sintomas, o diagnóstico e o início do cuidado.

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