Saúde e Bem-estar

SUS amplia vacinação contra doenças pneumocócicas no Brasil

Nova vacina pneumocócica do SUS amplia proteção contra formas graves da doença.

A foto mostra nova vacina do SUS
Fonte: Tomaz Silva l Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde vai ampliar a proteção contra doenças pneumocócicas a partir de junho. O Ministério da Saúde confirmou a substituição da vacina pneumocócica 10-valente pela versão 20-valente. Dessa forma, o novo imunizante vai dobrar a cobertura contra sorotipos da bactéria pneumococo.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui

Além disso, a mudança busca reduzir casos graves de meningite, pneumonia bacteriana e sepse, especialmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com baixa imunidade.

O Ministério da Saúde divulgou um guia técnico preliminar para orientar profissionais da saúde sobre a transição. Os municípios poderão iniciar a aplicação assim que receberem as novas doses.

Leia também – Espírito Santo amplia vacinação contra gripe para toda população

Nova vacina amplia proteção infantil

A doença pneumocócica surge pela ação da bactéria Streptococcus pneumoniae. Em muitos casos, a infecção provoca quadros leves, como sinusite e otite. No entanto, a bactéria também causa doenças graves e potencialmente fatais.

Segundo especialistas, o pneumococo responde por até metade dos casos de meningite bacteriana em crianças. Além disso, a mortalidade chega perto de 30% nessas situações.

A vacinação infantil contra o pneumococo começou no calendário básico em 2010. Desde então, o país registrou queda expressiva nas doenças graves causadas pelos sorotipos incluídos na vacina anterior.

Apesar disso, os casos voltaram a crescer nos últimos anos. Entre 2022 e 2024, o Brasil registrou aumento nos episódios de meningite pneumocócica em crianças menores de cinco anos.

Especialistas explicam aumento dos casos

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo, explicou que o aumento acompanha uma mudança epidemiológica natural.

Segundo ela, a vacina 10-valente reduziu fortemente determinados tipos da bactéria. Entretanto, outros sorotipos começaram a circular com mais intensidade ao longo dos anos.

Dados do Ministério da Saúde mostram que quase 40% dos casos graves recentes envolveram tipos da bactéria não protegidos pela antiga vacina. Porém, a nova formulação 20-valente já inclui esses sorotipos.

Por isso, especialistas acreditam que a mudança poderá reduzir novamente a curva de infecções graves no país.

Quem deve tomar a vacina

O calendário infantil prevê duas doses da vacina aos dois e quatro meses de idade. Além disso, os bebês recebem uma dose de reforço aos 12 meses.

Crianças menores de cinco anos com vacinação incompleta também precisam atualizar a carteira vacinal rapidamente.

O SUS também oferece proteção especial para grupos de maior risco. Entre eles estão pessoas com HIV, pacientes oncológicos, transplantados, diabéticos, asmáticos graves e prematuros.

A vacina possui poucas contraindicações. Pessoas com febre devem aguardar recuperação antes da imunização. Além disso, indivíduos com alergia grave a componentes da fórmula precisam de avaliação médica antes da aplicação.

Você no aquinoticias.com

Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726