SUS retoma duas doses de reforço da vacina contra a pólio - leia e saiba motivo
SUS amplia a proteção infantil e volta a aplicar duas doses de reforço contra a poliomielite.

A partir de agosto, o Sistema Único de Saúde (SUS) voltará a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a poliomielite. A mudança fortalece a proteção das crianças brasileiras contra uma doença que já provocou milhares de casos graves no país.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO novo esquema entrará em vigor no dia 3 de agosto. Além disso, utilizará exclusivamente a vacina injetável, produzida com vírus inativado. Dessa forma, o Ministério da Saúde reforçará a segurança e a eficácia da imunização infantil.
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O que muda no calendário vacinal?
Com a atualização, as crianças receberão cinco doses da vacina contra a pólio ao longo dos primeiros anos de vida.
O esquema seguirá a seguinte programação:
- 2 meses: primeira dose;
- 4 meses: segunda dose;
- 6 meses: terceira dose;
- 15 meses: primeiro reforço;
- 4 anos: segundo reforço.
Em todas as etapas, os profissionais aplicarão a vacina injetável.
Anteriormente, o SUS havia retirado o segundo reforço após substituir a tradicional vacina oral, conhecida como “gotinha”. Na época, o Ministério da Saúde tomou a decisão para eliminar o risco, ainda que raro, de mutação do vírus enfraquecido presente na versão oral.
Por que o reforço continua importante?
Segundo especialistas, a proteção oferecida pela vacina diminui com o passar dos anos. Por isso, os reforços mantêm os níveis de defesa elevados durante a infância.
Embora o Brasil não registre casos de poliomielite há 37 anos, a doença ainda circula em algumas regiões do mundo. Consequentemente, autoridades de saúde mantêm vigilância constante para evitar a reintrodução do vírus no país.
Além disso, a Organização Mundial da Saúde recomenda dois reforços vacinais. Portanto, a atualização aproxima o calendário brasileiro dos padrões internacionais de proteção.
Quem deve procurar o posto de saúde?
Pais e responsáveis devem verificar a carteira de vacinação das crianças menores de cinco anos. Caso alguma dose esteja em atraso, a orientação é procurar uma unidade de saúde para atualização do esquema vacinal.
A recomendação ganha ainda mais importância porque crianças pequenas apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença.
A vacinação continua sendo a melhor proteção
A poliomielite pode causar sintomas leves. Entretanto, em situações mais graves, o vírus atinge o sistema nervoso central. Como resultado, pode provocar paralisia permanente e até levar à morte.
Entre 1968 e 1989, o Brasil registrou mais de 26 mil casos da doença. Desde então, campanhas de vacinação mudaram essa realidade e eliminaram a circulação do vírus no território nacional.
Por isso, especialistas reforçam uma mensagem simples: manter a vacinação em dia continua sendo a forma mais segura de impedir o retorno da paralisia infantil e proteger as futuras gerações.
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