Vai jogar ou virar viking? Veja a dieta de atleta de Haaland
Especialistas alertam que a dieta de Haaland foi criada para um atleta de elite e não deve servir de modelo para a população.

Enquanto a maioria dos adultos necessita de cerca de 2 mil a 2.500 calorias por dia, o atacante norueguês Erling Haaland consome aproximadamente 6 mil calorias diárias. O cardápio inclui alimentos pouco comuns, como fígado bovino, coração bovino e leite cru, além de uma rotina rigorosa de sono, hidratação e recuperação física.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO plano alimentar desperta curiosidade, principalmente durante a Copa do Mundo, em que Haaland se destaca entre os principais artilheiros. No entanto, especialistas alertam que copiar essa alimentação pode trazer riscos à saúde. Segundo nutricionistas, endocrinologistas e médicos, a dieta foi planejada exclusivamente para atender às necessidades de um atleta de elite e não deve ser reproduzida sem acompanhamento profissional.
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Por que Haaland precisa de tantas calorias?
Com cerca de 1,95 metro de altura, peso entre 88 e 94 quilos e uma rotina intensa de treinamentos, Haaland apresenta um gasto energético muito superior ao da população em geral.
Além dos treinos diários, o organismo precisa de energia para recuperar músculos, controlar processos inflamatórios provocados pelo esforço físico e manter a imunidade em alta durante uma temporada desgastante.
Por isso, a ingestão de aproximadamente 6 mil calorias faz sentido apenas em períodos específicos da preparação esportiva e varia conforme a intensidade dos treinamentos.
Fígado e coração bovino oferecem nutrientes importantes
Entre os alimentos que mais chamam atenção estão o fígado e o coração bovinos.
Esses cortes fornecem:
- proteínas de alto valor biológico;
- ferro de fácil absorção;
- vitamina B12;
- zinco;
- selênio;
- coenzima Q10, importante para a produção de energia.
Apesar dos benefícios, os especialistas fazem um alerta. O fígado contém grandes quantidades de vitamina A. Quando consumido em excesso, pode provocar intoxicação e sobrecarregar o organismo, especialmente em pessoas predispostas ao acúmulo de ferro. Por isso, o consumo deve ocorrer apenas em porções moderadas e não diariamente.
Leite cru continua sendo motivo de preocupação
O hábito mais controverso da rotina alimentar de Haaland é o consumo de leite cru, ou seja, sem pasteurização.
Segundo os especialistas, não existem evidências científicas robustas de que o leite cru ofereça vantagens nutricionais em relação ao leite pasteurizado.
Por outro lado, o alimento apresenta maior risco de contaminação por bactérias como Salmonella, Escherichia coli, Campylobacter e Listeria.
Mesmo que atletas de alto rendimento tenham acesso a rígidos controles sanitários, os especialistas afirmam que o risco microbiológico não compensa possíveis benefícios.
Alimentos naturais ajudam, mas não fazem milagres
Haaland também prioriza alimentos frescos e evita produtos ultraprocessados.
Essa estratégia encontra respaldo científico. Dietas baseadas em alimentos minimamente processados costumam fornecer mais vitaminas, minerais e fibras, além de reduzir o consumo de açúcares, sódio e aditivos químicos.
Entretanto, os pesquisadores reforçam que o desempenho esportivo depende do conjunto de fatores, como alimentação equilibrada, treinamento, descanso e recuperação muscular. Nenhum alimento, isoladamente, melhora a performance.
Sono de qualidade também faz parte da estratégia
Além da alimentação, Haaland investe em hábitos para melhorar o sono.
Entre eles estão:
- exposição à luz solar logo pela manhã;
- redução da luz azul durante a noite;
- ambiente escuro para dormir.
Essas práticas ajudam a regular o relógio biológico e favorecem a recuperação muscular.
Por outro lado, o uso de fita adesiva para manter a boca fechada durante o sono ainda não possui comprovação científica consistente e pode representar riscos para pessoas com apneia do sono não diagnosticada.
Copiar a dieta de um atleta pode trazer riscos
Especialistas alertam que o maior erro ocorre quando pessoas sedentárias tentam reproduzir o cardápio de atletas profissionais.
Sem um gasto energético semelhante, o excesso de calorias pode provocar ganho de peso, aumento da gordura corporal e favorecer doenças metabólicas.
Além disso, a ingestão exagerada de proteínas não resulta, necessariamente, em mais força ou mais massa muscular. Após determinado limite, o organismo simplesmente deixa de aproveitar esse excesso.
Não existe dieta milagrosa
O consenso entre os especialistas é claro: a dieta de Haaland funciona porque foi desenvolvida para um atleta com características físicas, rotina de treinos e necessidades metabólicas muito específicas.
Para a população em geral, a melhor estratégia continua sendo manter uma alimentação variada, rica em alimentos naturais, praticar atividade física regularmente, dormir bem e buscar orientação de profissionais de saúde. Em vez de copiar cardápios de atletas de elite, o mais importante é adotar hábitos compatíveis com a realidade e os objetivos de cada pessoa.
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