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Vitória

Obras do Parque Costeiro começam no próximo mês

Comitiva de parlamentares da Assembleia Legislativa, comandada pelo deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania), visitou o parque industrial da mineradora Vale, em busca de soluções para redução do pó preto e de compensações ambientais

Por Redação

em 12 de maio de 2023, às 15h04

5 mins de leitura

Foto: Divulgação | Wilbert Suave

Uma comitiva de parlamentares da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), comandada pelo deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania), visitou ontem (11) o parque industrial da Vale, para fiscalizar o cumprimento do Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado pela mineradora.

No TCA, a Vale se comprometeu a realizar melhorias em todas as etapas do processo industrial, tendo como objetivo reduzir ao máximo as suas emissões de poeira.

No documento, que foi assinado em 2017 e contou com as participações do Ministério Público, do governo do Estado e da Assembleia Legislativa, também constam contrapartidas ambientais, dentre elas a construção e manutenção do Parque Costeiro, no extremo norte da praia de Camburi.

“O processo da construção do Parque Costeiro, que abrirá 100 novas vagas de empregos, avançou. A Prefeitura de Vitória emitiu a Licença de Instalação, e a Vale já contratou a empresa e está na fase de mobilização para a execução das obras. Vamos começar efetivamente no mês de junho. A partir daí, serão 12 meses para podermos implantar e concluir o parque, que será construído e operado pela Vale”, anunciou o gerente de Meio Ambiente da empresa, Romildo Fracalossi, durante a visita, sem detalhar quais cargos serão necessários.

O Parque Costeiro é, assim como ocorreu com o Atlântica Parque, que foi entregue em 2019, uma medida de compensação pelas atividades desenvolvidas em Vitória pela mineradora. A sua construção será fiscalizada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa.

A área que será ocupada pelo Parque Costeiro possui 17,6 mil metros quadrados e incluirá espaços voltados para atividades de educação ambiental, pesquisa e recuperação em ambiente costeiro, trilhas ecológicas, além de espaços de lazer para a sociedade e vistas panorâmicas para a baía de Vitória. O local será integrado ao já existente Atlântica Parque.

“O Parque Costeiro contará com uma sede administrativa, auditório, trilhas, áreas de lazer, de energia solar, de educação ambiental e até uma ponte sobre o rio Camburi, que levará a uma trilha dentro da área que está sendo recuperada hoje com o plantio de espécies de restinga”, enumerou Fracalossi.

Segundo ele, também haverá uma área de lazer para a sociedade, com acesso a uma biquinha, fonte de água potável, e mirante, de onde poderá ser contemplada a baía. “É uma nova visão de Vitória, que irá atrair moradores e turistas. O local vai funcionar em horário similar ao Parque Botânico, de terça a domingo, das 8 às 17h”, anunciou.

O novo parque vai atender ao bairro de Jardim Camburi, que tem população estimada em 70 mil pessoas, além da Serra.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Gandini, que fez a visita acompanhado dos colegas Iriny Lopes (PT), Janete de Sá (PSB) e Callegari (PL), informou que o TCA é de 2017, foi um acordo jurídico assinado pela Vale, ministérios públicos Federal e Estadual, Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vitória (Semmam), e que as ações precisam efetivamente sair do papel.

“O problema da qualidade do ar na Grande Vitória precisa de uma solução urgente. A visita foi importante para cobrarmos que as metas estabelecidas sejam cumpridas. Também atuo na busca de uma legislação que respeite os parâmetros da Organização Mundial de Saúde”, disse Gandini.

E completou: “A gente já deveria ter tudo sendo finalizado, discutindo outras questões, outras ações. Mas a gente verificou que eles estão em processo final. E a gente vai acompanhar até o fim.”

Fracalossi, por sua vez, destacou que a visita técnica foi positiva porque os deputados puderam conhecer in loco quais ações estão sendo realizadas e garantiu que os prazos serão cumpridos, apesar de parte das obras serem entregues somente no ano que vem em função da pandemia do coronavírus.

“Vamos fortalecer os controles existentes, com o aprimoramento das telas de proteção (wind fences), para não expandir o pó preto e, inclusive, instalar novas; adequar as transportadoras de correias; confinar tetos e paredes do material em industrialização e transportados”, enumerou.

TELAS DE PROTEÇÃO

Sobre as wind fences, o gerente garantiu que as obras de instalação estarão concluídas em dezembro deste ano.

“Serão mais quatro, totalizando seis novos quilômetros de telas de proteção. Ao todo, serão 16 Kms. Esse equipamento reduz a poeira nas fontes de armazenagem e manuseio do produto. Com as wind fences, reduzimos o efeito do vento e o arraste da poeira e, consequentemente, a emissão para fora da nossa área industrial. O investimento é de R$ 2,2 bilhões”, informou.

Além disso, segundo ele, há avanços nos transportadores de correias, casas de transferências e a pavimentação de vias.

“Esses itens estão praticamente concluídos. Pouca coisa ficará para o ano que vem. Ficarão para 2024 cerca de 20% da cobertura dos transportadores, 20% do enclausuramento das casas de transferências, a conclusão da cobertura do virador de vagões. Essas obras serão finalizadas em 2024. Mas a grande parte será finalizada em 2023”, concluiu o gerente ambiental.

Segundo ele, com o TCA, a Vale está realizando operações para reduzir as suas emissões. “O que vamos concluir em 2023 vai atingir os objetivos que é reduzir em 93% nossas emissões”, garantiu.

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