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Caso Pedrinho: advogado de Robinho foi sequestrado logo após nascer

Hoje, aos 38 anos, Pedro é advogado e faz parte da equipe de defesa de Robinho, jogador condenado a nove de prisão por um estupro cometido na Itália, em 2013

Por Estadão

2 mins de leitura

em 03 de abr de 2024, às 09h13

Foto: Reprodução/Internet

No dia 21 de janeiro de 1986, 13 horas após nascer, Pedro Júnior Rosalino Braule Pinto foi sequestrado na maternidade do Hospital Santa Lúcia, na Asa Sul, de Brasília. O caso comoveu o País à época e só teve um desfecho em 2002, quando o garoto, então com 16 anos, foi morar com seus pais legítimos.

Hoje, aos 38 anos, Pedro é advogado e faz parte da equipe de defesa de Robinho, jogador condenado a nove de prisão por um estupro cometido na Itália, em 2013. Contatado pelo Estadão, Pedro disse não querer conceder entrevista e que evita o contato com a imprensa para tratar do tema. Atuando na área criminal, o advogado também já teve entre os seus clientes o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG).

Pedrinho foi sequestrado por Vilma Martins Costa e criado em Goiânia como se fosse seu filho e de Osvaldo Martins Borges. O advogado foi batizado com o mesmo nome do pai ilegítimo, Osvaldo Martins Borges Júnior. Vilma teria simulado uma gravidez para convencer Osvaldo a se casar com ela.

Foi Gabriela Azeredo Borges, neta do marido de Vilma, que desconfiou do crime ao comparar fotos de Pedrinho com as imagens do bebê sequestrado em Brasília. Ela, então, procurou o SOS Criança de Brasília. A suspeita foi confirmada após a realização de um exame de DNA. Pedrinho, depois, voltou ao contato com seus pais legítimos Jayro Tapajós e Maria Auxiliadora Rosalina Braule Pinto, trocou de nome para Pedro Júnior Rosalino Braule Pinto e se mudou de Goiânia para a capital federal.

Durante as investigações do caso Pedrinho, a polícia também descobriu que Vilma havia sequestrado outra criança, em 1979, Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva. Em 2003, Vilma foi condenada a 15 anos e nove meses de prisão. Ela passou 14 dias foragida até que foi encontrada atrás de um sofá na casa da filha de uma amiga, em Aparecida de Goiânia. Em 2008, foi colocada em liberdade condicional após cumprir um terço da pena.

O caso também inspirou a novela Senhora do Destino, exibida na Globo entre 2004 e 2005. Nela, a atriz Renata Sorrah faz o papel de Nazaré Tedesco e sequestra a filha de Maria do Carmo, interpretada por Susana Vieira.

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