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Segurança

Cachoeiro: clientes acusam agência de modelos de aplicar golpes

A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente e ao Idoso (DPCAI) de Cachoeiro

Por Andrei Soares

3 mins de leitura

em 06 de jun de 2024, às 08h19

Foto: Pixabay

Uma agência de modelos de Cachoeiro de Itapemirim está sendo acusada por clientes de aplicar golpes contra adolescentes, que sonham com uma carreira profissional.

Segundo a mãe de uma das vítimas, que preferiu não se identificar, ela e a filha se sentiram enganadas pela agência de modelos. “Em julho de 2022, conhecemos a agência. A dona convidou minha filha para fazer parte e ser uma modelo. O valor era muito alto, e não tínhamos condições de pagar. A dona parcelou o valor e cheguei a pagar 13 parcelas de R$ 510,00. Paguei para ela fazer o curso, porém, nunca aconteceu. Paguei também o DRT, mas não teve registro por parte da agência”, conta.

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Além disso, a mãe explica que a filha era humilhada e que os adolescentes eram obrigados a fazer serviços domésticos no local do curso. “O pior de tudo são as humilhações que ela (diretora) faz os adolescentes passar. Ela leva os adolescentes para a casa dela com o intuito de dar aula de etiqueta, mas não é isso que acontece lá. Os meninos lavam, limpam xixi de gato, cozinham, limpam a casa e outros tipos de tarefas domésticas”, relata.

Uma outra mãe disse que a filha tem sonho de ser modelo, mas nunca foi realizado por parte da agência. “Encontrei a agência pelo Instagram e matriculei minha filha, pois ela quer ser modelo. No começo eles falaram que não precisava pagar nada, mas depois me cobraram uma taxa de R$ 1.200,00″, conta.

Procurada, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente e ao Idoso (DPCAI) de Cachoeiro de Itapemirim. Por envolver menor de idade, o caso segue sob sigilo.

O que diz a agência de modelos?

Em nota, a agência se manifestou por meio de sua assessoria jurídica, e nega veementemente todas as acusações que são imputadas, considerando-as levianas, infundadas e excessivamente fantasiosas.

“É importante ressaltar que a Mistic e seus profissionais atuam no mercado há 28 anos e a empresa nunca teve seu nome envolvido em qualquer tipo de circunstância semelhante ao que está sendo veiculado, muito ao contrário, recentemente iniciou uma busca incansável pela verdade no mundo da moda relacionada ao tema em questão, inclusive protocolando pedidos de investigações em diversos órgãos públicos (Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Federal, dentre outros), contra uma empresa do mesmo ramo de atuação, que supostamente estaria contribuindo e até praticando crimes diversos relacionados ao tema em questão”, diz a nota.

Ainda “sobre reclamações referentes a certificados, registros e cursos, a empresa se mostrou aberta todas as vezes, entrando em contato por meio de e-mails, mensagens e ligações a fim de marcar reunião para assessoria de carreira e finalização de pendências, além de ter marcado reunião no seu escritório sede e nenhuma das partes se manifestou para participação destas reuniões, ou mesmo, algum tipo de solicitação formal para solucionar qualquer insatisfação, levando à público de maneira vil e difamatória”.

Para finalizar, a nota diz que “todas as medidas necessárias em busca da verdade e para responsabilizar judicialmente aqueles que fizeram tais acusações infundadas contra a Mistic já estão sendo tomadas, inclusive com provas robustas de que toda essa situação é um verdadeiro circo armado para mascarar a verdadeira empresa criminosa, e inibir e intimidar a empresa Mistic e seus funcionários”, finaliza.

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