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Whatsapp foi hackeado: veja o que a Meta diz

A Meta confirmou que o WhatsApp foi hackeado em um ataque cibernético sofisticado

Por Flavio Cirilo

3 mins de leitura

em 06 de fev de 2025, às 11h29

Foto: Reprodução | Agência Brasil
Foto: Reprodução | Agência Brasil

A Meta confirmou que o WhatsApp foi hackeado em um ataque cibernético. Os hackers conseguiram espionar usuários sem que eles precisassem clicar em nada. O ataque, conhecido com “zero-click”, foi atribuído à empresa israelense Paragon Solutions e afetou cerca de 90 pessoas em mais de 20 países, incluindo jornalistas e ativistas nos Estados Unidos.

Hackers invadiram celulares sem precisar de interação

Dessa vez, os invasores não precisaram enganar ninguém com links falsos ou arquivos suspeitos. O ataque explorou uma falha no WhatsApp, permitindo que um spyware chamado Graphite se instalasse no celular das vítimas sem que elas fizessem nada. Com isso, os hackers tiveram acesso a mensagens criptografadas do WhatsApp e até do Signal.

Espionagem aconteceu através de documentos eletrônicos

O spyware se espalhou por meio de documentos eletrônicos. Assim que a vítima recebia o arquivo, o celular era infectado automaticamente. Ou seja, bastava o hacker enviar o documento para conseguir invadir o aparelho e acessar informações sigilosas.

Quem sofreu com o ataque?

O ataque atingiu cerca de 90 pessoas, incluindo jornalistas e membros da sociedade civil nos EUA. Esses grupos geralmente lidam com informações sensíveis, o que torna essa invasão ainda mais preocupante.

Meta reagiu e tomou medidas contra os hackers

Depois de identificar o ataque, a Meta notificou todas as vítimas e entrou com medidas legais contra a Paragon Solutions. A empresa enviou uma carta de “cease and desist”, exigindo que a Paragon interrompa suas atividades de espionagem. Até agora, a empresa israelense não comentou sobre o caso.

WhatsApp reforçou a segurança?

Sim, a Meta garantiu que está corrigindo a falha que permitiu o ataque. A empresa segue investindo em segurança para evitar novos problemas. Mas, como já vimos, nenhum aplicativo está 100% seguro contra hackers.

O que fazer para se proteger?

Mesmo com a atualização do WhatsApp, é sempre se precaver para evitar ser vítima de ataques como esse:

  • Mantenha o WhatsApp sempre atualizado para receber correções de segurança.
  • Ative a verificação em duas etapas para dificultar invasões.
  • Não abra arquivos suspeitos, mesmo que pareçam confiáveis.
  • Use um antivírus no celular para detectar ameaças antes que causem danos.

O fato de que o WhatsApp foi hackeado mostra como os ataques estão cada vez mais frequentes. Nem a criptografia de ponta protege completamente os usuários contra ameaças como essa. Por isso, é fundamental adotar boas práticas de segurança para proteger os dados.

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