Cidades

Moradores de Guaçuí denunciam 'água imprópria' e cobram soluções do Saae

Com imagens divulgadas nas redes sociais, a população escancarou a realidade: caixas d’água com líquido turvo, de coloração parda, aparentemente impróprio para consumo humano.

Foto: Reprodução | Redes Sociais

Moradores do bairro Santa Cecília, em Guaçuí, no Caparaó capixaba, voltaram a denunciar problemas graves no abastecimento de água fornecido pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) do município. Com imagens divulgadas nas redes sociais, a população escancarou a realidade: caixas d’água com líquido turvo, de coloração parda, aparentemente impróprio para consumo humano.

Entre os afetados está o designer gráfico Isaías Olla, que vive há mais de seis anos no bairro com a esposa e o filho de três anos, que tem paralisia cerebral. “Essa água não tem condição de uso. É uma situação que se arrasta há anos e ninguém resolve”, afirma. O sentimento de frustração é compartilhado por outros moradores da comunidade, que relatam desrespeito e abandono por parte do poder público.

A situação chegou à Tribuna da Câmara Municipal nesta segunda-feira (19), quando o vereador Edimilson Moreira levou o tema à discussão e cobrou providências imediatas. Segundo ele, o problema da má qualidade da água é antigo e não pode continuar sendo ignorado. “Procurei a direção do SAAE, e eles informaram que o problema se deu devido ao rompimento de uma adutora. Mas, no bairro, isso ocorre há anos. Espero que a autarquia visite a localidade e resolva o problema”, declarou.

O que diz o Saae?

Procurado pela reportagem, o diretor do Saae, Franklin Henrique de Oliveira, reconheceu que a coloração escura da água não é um episódio isolado e que o problema já ocorre há várias gestões. Ele justificou a recente piora no fornecimento por conta de um rompimento na adutora que abastece o bairro, o que teria provocado a liberação de sedimentos acumulados nas tubulações.

Além disso, o diretor mencionou ligações clandestinas feitas por moradores a uma cachoeira da região como um fator agravante. Segundo ele, essas conexões irregulares impactam o equilíbrio do sistema de distribuição. Franklin informou que a autarquia trabalha na substituição da rede, mas não deu prazos concretos para a solução definitiva. Além disso, o diretor ressaltou que a coloração da água não afeta a saúde humana.

Veja o vídeo:

Imagens: Reprodução | Redes Sociais
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Formado em Licenciatura em Geografia, é Pós-graduação em Educação Ambiental e Jornalismo. Atualmente estuda Administração. Com vasta experiência na área, já atuou na gestão privada e pública.

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Guaçuí