Ataque russo a Kiev deixa mortos e pressiona diplomacia
O ataque, que foi descrito pelo governo ucraniano como um “ato deliberado de terror”, também causou danos severos em 27 localidades da capital.

A Rússia lançou, nesta terça-feira (17), um dos ataques mais devastadores contra Kiev desde o início da guerra em fevereiro de 2022, elevando ainda mais a tensão geopolítica entre Moscou e o Ocidente. Segundo autoridades ucranianas, mais de 440 drones e 32 mísseis russos atingiram a capital, deixando ao menos 15 mortos e dezenas de feridos, além de provocar destruição em áreas residenciais e infraestrutura crítica da cidade.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO ataque, que foi descrito pelo governo ucraniano como um “ato deliberado de terror”, também causou danos severos em 27 localidades da capital. Vídeos divulgados por meios de comunicação ucranianos mostram o momento em que um drone atinge diretamente um edifício, deixando equipes de resgate em busca de sobreviventes sob os escombros. O Ministro do Interior, Ilhor Klymenko, afirmou que “o inimigo não poupou drones nem mísseis”, em referência à escala do bombardeio russo.
Além de Kiev, outras regiões ucranianas foram atingidas, como a cidade portuária de Odessa, ao sul, onde 13 pessoas ficaram feridas. Relatos da agência Reuters apontam que moradores ouviram o som de mísseis e drones momentos antes das explosões, reforçando a sensação de vulnerabilidade em todo o território ucraniano.
Em contrapartida, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter interceptado 147 projéteis lançados pela Ucrânia na noite anterior, incluindo na região metropolitana de Moscou. A escalada de ataques bilaterais ocorre em meio à estagnação diplomática, após novas tentativas frustradas de negociação para encerrar o conflito, que já ultrapassa três anos.
Conforme anunciado pelo canal Band News, o recrudescimento do confronto reacende o alerta na comunidade internacional sobre o risco de prolongamento da guerra, num momento em que aliados da Ucrânia discutem novas sanções à Rússia e o envio adicional de armamentos.