Com Bíblia na mão, Tarcísio mira base evangélica em SP
Embora católico, Tarcísio tem estreitado laços com lideranças evangélicas, em especial com a Assembleia de Deus Brás, uma das maiores denominações pentecostais do país.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou neste domingo (15) de um culto na Assembleia de Deus Brás, na zona leste da capital paulista, e compartilhou nas redes sociais trechos de seu discurso marcados por referências bíblicas. Em sua fala, Tarcísio evocou passagens do Antigo Testamento para reforçar valores como obediência, fé e dependência divina.
“Deus estabelece uma aliança com Abraão, a aliança abraâmica (…). Deus fez essa aliança com Moisés: ‘Vai lá e liberta meu povo do Faraó’. O que Deus responde para ele? ‘Eu sou contigo’. Obediência. Tem uma segunda característica da promessa: dependência, impossibilidade. Deus é o Deus do impossível”, declarou o governador.
Embora católico, Tarcísio tem estreitado laços com lideranças evangélicas, em especial com a Assembleia de Deus Brás, uma das maiores denominações pentecostais do país. No último dia 9, ele esteve presente no culto de celebração do aniversário dos pastores Manoel Ferreira e seu filho, Samuel Ferreira, líderes influentes da igreja e com histórico de atuação política.
A aproximação de Tarcísio com o público evangélico ocorre em um momento de queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e é interpretada por analistas como um movimento estratégico para consolidar apoio no eleitorado conservador, especialmente em meio às especulações sobre seu papel na eleição presidencial de 2026.
A Assembleia de Deus Brás tem histórico de envolvimento político. Manoel Ferreira é ex-deputado federal e já declarou apoio a figuras como Michel Temer (MDB). Samuel Ferreira, por sua vez, é ligado ao ex-deputado Eduardo Cunha (PRD) e foi citado nas investigações da Operação Lava Jato, acusado de lavagem de dinheiro.
Em 2022, Samuel liderou um culto em apoio à campanha de reeleição de Jair Bolsonaro (PL), reunindo o então presidente e aliados na igreja. Mais recentemente, em fevereiro deste ano, Tarcísio e outros nomes da direita estiveram no templo para prestar solidariedade pela morte da bispa Keila Fernandes, esposa de Samuel.
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