Comissões de segurança pública do Congresso miram decreto de Lula sobre uso da força
As comissões de segurança pública da Câmara dos Deputados e do Senado colocaram na mira projetos para sustar o decreto que disciplina o uso de força e dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos profissionais de segurança pública no Brasil.

As comissões de segurança pública da Câmara dos Deputados e do Senado colocaram na mira, nesta terça-feira (21), projetos para sustar o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que disciplina o uso de força e dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos profissionais de segurança pública no Brasil.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO texto, referendado pelo ministério da Justiça, institui um protocolo a ser seguido para poder escalar o uso da força policial e designa uma autoridade, o Comitê Nacional de Monitoramento do Uso da Força para fiscalizar as políticas aplicadas no Brasil.
Outro ponto controverso condiciona o repasse de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional à aplicação em concordância com o decreto.
Parlamentares da oposição contra o decreto alegam que o texto dificulta a atividade policial e subordina políticas de segurança pública dos Estados ao governo federal.
A Comissão de Segurança Pública foi a primeira a aprovar um projeto para sustar o decreto de Lula, no final da manhã. A votação foi simbólica. A Câmara ainda irá votar o texto.
O relator da matéria, Hamilton Mourão (Republicanos-PB) diz que o decreto é um “instrumento de coerção”. “‘Só libero dinheiro se você seguir a minha regra’. Aí não pode reclamar do Trump, pô”, disse o senador, aos risos. “Cada um usa a coerção que tem a seu favor.”
Para ele, o decreto “atenta contra o federalismo” e “impede a melhor execução da atividade policial”. Mourão também fez críticas a comitê nacional do uso da força. “Isso é PT puro isso aí. É o estado da arte”, disse. “Não quer resolver alguma coisa, cria um comitê”, respondeu Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o presidente da comissão do Senado.
Na Câmara, o projeto para sustar o decreto é de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS). Para ele, o decreto presidencial “invadiu competências legislativas privativas do Congresso Nacional” e “interferiu na autonomia administrativa das polícias estaduais e municipais”.
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