Cidades

Guaçuí leva estudantes da EJA a viagem pedagógica em Ouro Preto

Projeto integra aprendizado, identidade e valorização cultural em Minas Gerais

viagem pedagógica em Ouro Preto
Foto: Alissandra Mendes/Aqui Notícias

O Centro Estadual de Ensino Fundamental e Médio em Tempo Integral Monsenhor Miguel de Sanctis, em Guaçuí, promoveu uma viagem pedagógica a Ouro Preto, Minas Gerais, como parte do projeto PIPAT: Horizontes da EJA, desenvolvido em parceria com o Programa de Educação das Relações Étnico-Raciais (ProERER), da Sedu. A atividade ocorreu no primeiro fim de semana de novembro e ofereceu aos estudantes uma experiência integradora, que uniu educação, cultura e identidade.

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Aprendizagem fora da sala de aula

Assim, o projeto, alinhado às diretrizes do ProERER, buscou fortalecer uma educação antirracista e humanizadora. Entretanto, a vivência fora da escola permitiu que os estudantes percebessem, de forma concreta, que o conhecimento se constrói também nos espaços históricos e culturais que compõem o patrimônio brasileiro.

Conteúdos articulados na prática

Contudo, durante o percurso, os alunos exploraram conteúdos de Ciências, Física, Matemática, História, Geografia e Língua Portuguesa. Eles visitaram a Mina Nova Central, o Museu da Inconfidência, a Igreja de Nossa Senhora do Pilar, a Casa dos Contos e a tradicional feira de pedra-sabão.

Na mina, aplicaram conceitos de Física e Engenharia ao observar as estruturas. Já na Casa dos Contos, compreenderam aspectos matemáticos e econômicos ligados à história da moeda brasileira. Ao longo da visita, ampliaram o repertório linguístico e cultural sobre o período colonial.

Identidade, direitos e memória

Dessa forma, a atividade também abriu espaço para reflexões sobre direitos humanos, memória histórica e o papel dos povos negros e indígenas na formação do país — temas centrais do ProERER. Como parte do processo formativo, os estudantes desenvolveram apresentações digitais para compartilhar a experiência com a comunidade escolar.

Relato das educadoras

Assim, a professora Maryellen Salgado Monteiro destacou a transformação proporcionada pela viagem. “Esta viagem mostrou que aprender é ampliar horizontes, despertar curiosidades e viver experiências que transformam. Para muitos alunos, foi a primeira vez fora do estado. Cada espaço visitado se tornou uma aula viva de história, ciência, cultura e ancestralidade”, afirmou.

Em seguida, ela ressaltou o impacto do trabalho integrado.
“A articulação entre o ProERER e o PIPAT fortaleceu esse processo, permitindo que os estudantes se reconhecessem como protagonistas da própria trajetória e parte essencial da história do Brasil”, completou.

Estudante de jornalismo pela Unidade Estácio, atua na parte de segurança do portal AQUINOTICIAS.COM. Apaixonada pela área, trabalhou pela primeira vez como estagiária de jornalista aos 18 anos e nunca mais cogitou outro caminho.