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Como reduzir custos de frota sem perder eficiência

Reduzir custos de frota em Portugal vai muito além de cortar gastos. Veja como usar combustível, manutenção, rotas e dados de telemática para tornar a operação mais eficiente, mantendo segurança e pontualidade nas entregas.

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Controlar gastos de frota em Portugal é um desafio diário. O preço do gasóleo oscila, as portagens pesam no caixa, a qualidade e o perfil das estradas variam bastante entre regiões e, ainda assim, as entregas precisam de acontecer dentro do prazo. Neste cenário, mais do que “cortar custos”, o objetivo deve ser tornar a operação mais eficiente, mantendo segurança e qualidade do serviço.

A seguir, veja como estruturar essa redução de custos sem prejudicar o desempenho da frota, olhando para três frentes-chave: combustível, manutenção e rotas – com o apoio de dados e tecnologia.

Entenda o custo real da frota em Portugal

Antes de pensar em economizar, é fundamental saber quanto cada quilómetro rodado realmente custa. Só assim decisões sobre combustível, rotas e manutenção deixam de ser intuitivas e passam a ser estratégicas.

Vale somar, por veículo e por rota, todos os custos que entram no jogo: combustível, portagens, manutenção, pneus, seguros, impostos, horas extraordinárias, estadias e até o tempo em que o veículo fica parado por falha ou má programação. Esse olhar para o custo total de propriedade (TCO) ajuda a identificar onde está o maior potencial de economia na operação.

Combustível: o maior vilão (e a maior oportunidade)

Combustível costuma ser a linha mais pesada do orçamento de frota, especialmente para empresas que operam em longas distâncias. Em Portugal, a combinação de preço do gasóleo, portagens (incluindo vias com cobrança eletrónica) e diferenças de fluidez entre autoestradas, vias rápidas e percursos urbanos torna essencial trabalhar com critérios bem definidos.

Uma boa estratégia combina condução eficiente, padronização de abastecimento e análise de rotas. Motoristas bem treinados, viaturas em bom estado e percursos planeados fazem diferença direta no consumo.

Boas práticas diárias para reduzir o consumo incluem:

  • evitar acelerações e travagens bruscas, mantendo velocidade mais constante;
  • reduzir marcha lenta e paragens desnecessárias com motor ligado;
  • manter pneus calibrados e dentro do prazo de uso;
  • planear paragens em postos confiáveis, com preços competitivos e bom histórico.

Ao registar consumo por veículo, rota e motorista, torna-se mais fácil identificar desvios e oportunidades de ajuste. Um conteúdo complementar sobre condução eficiente ou gestão de combustível pode aprofundar o tema e apoiar a equipa no terreno.

Manutenção planeada para evitar paragens caras

Outro ponto decisivo para reduzir custos é a manutenção preventiva. Esperar o veículo “dar problema” sai caro: gera reboque, atraso, perda de carga, risco de acidente e quebra de compromissos com clientes.

Um plano de manutenção bem estruturado define periodicidade de revisões, troca de peças críticas, inspeção de pneus, alinhamento e balanceamento. Em vez de ver a oficina como “despesa”, a empresa passa a encarar a manutenção como proteção contra paragens inesperadas.

Registar cada serviço realizado, acompanhar quilometragem e histórico de falhas por veículo permite prever quando um camião, carrinha ou viatura comercial está prestes a exigir intervenção. Guias práticos de checklist de manutenção de frota ou segurança veicular podem ser usados para padronizar a rotina entre delegações e equipas diferentes.

Telemática como aliada para cortar desperdícios

Para muitas empresas, a viragem na redução de custos acontece quando os dados da operação passam a ser usados de forma consistente. Aí entra a telemática, que permite acompanhar, em tempo quase real, como a frota se comporta na estrada.

Com sistemas de localização e monitorização, é possível identificar ociosidade (viatura ligada, parada por longos períodos), desvios de rota, excesso de velocidade, condução agressiva e atrasos recorrentes em determinados troços. Esses dados ajudam a:

  • otimizar rotas, reduzindo quilómetros rodados sem necessidade;
  • programar melhor janelas de entrega e paragens;
  • definir alertas de manutenção baseados em uso real, não apenas em datas fixas;
  • orientar motoristas com feedbacks concretos, focados em segurança e economia.

Quando a telemática é utilizada como ferramenta de gestão – e não como instrumento de punição – fortalece a relação com a equipa e mostra, na prática, onde o dinheiro está a ser desperdiçado.

Rotas e produtividade: menos desvio, mais entregas concluídas

Além de combustível e manutenção, a forma como a empresa planeia e ajusta rotas tem impacto enorme no custo da frota. Não se trata apenas de “ir pelo caminho mais curto”, e sim de equilibrar portagens, condições de via, risco e previsibilidade.

Em muitos casos, optar por um percurso com portagem pode sair mais barato no fim do mês, se isso significar menos desgaste da viatura, menor probabilidade de avaria e maior pontualidade nas entregas.

Relatórios e indicadores de entidades como aInfraestruturas de Portugal (IP)e o IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes) podem servir de referência para entender o estado da rede viária, constrangimentos recorrentes e impactos no custo logístico ao longo do ano.

Na hora de desenhar o trajeto, considere:

  • concentração de clientes por zonas, para reduzir “quilómetros vazios”;
  • janelas de entrega e horários de maior tráfego em áreas metropolitanas;
  • sazonalidade de circulação (feriados, períodos turísticos, campanhas sazonais);
  • troços com maior risco de acidente, furtos ou incidentes operacionais.

Quanto mais a empresa documenta e revê as rotas, mais fácil é ajustar o planeamento quando os custos sobem ou o cenário muda.

Pequenas decisões hoje, grandes economias amanhã

Reduzir custos de frota em Portugal sem perder eficiência não depende de uma única grande decisão, mas de vários ajustes consistentes: medir custo por quilómetro, treinar motoristas para condução eficiente, planear manutenção, rever rotas e usar dados da operação para orientar cada passo.

Para muitas empresas, faz sentido contar com parceiros que ajudem a organizar tudo isso num só lugar. Soluções completas, como as oferecidas pela Radius, reúnem cartões de combustível, telemática, leasing de veículos, pontos de carregamento para veículos elétricos, telecomunicações e outros serviços num modelo de one-stop shop, ajudando a manter o negócio em movimento e conectado.

Em paralelo, acompanhar informação de fontes de referência do setor — como painéis e boletins oficiais de preços de combustíveis e tendências de mobilidade — complementa essa visão e apoia decisões mais seguras sobre custo e eficiência da frota ao longo do tempo.