Delegada presa por ligação com PCC já atuou como PM em Cachoeiro
Delegada investigada em São Paulo trabalhou no 9º Batalhão da PM entre 2014 e 2022, em Cachoeiro de Itapemirim.

Uma delegada presa por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), nesta sexta-feira (16), em São Paulo, já atuou como Policial Militar pelo 9º Batalhão em Cachoeiro de Itapemirim e pela 15ª Cia da PM em Mimoso do Sul.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiAntes de ingressar na Polícia Civil de São Paulo como delegada, Layla Lima Ayub atuou como cabo da Polícia Militar do Espírito Santo entre 2014 e 2022. Ela foi nomeada para exercer o cargo de delegada em dezembro de 2025.

Segundo a investigação, a delegada presa teria exercido a advocacia de forma irregular após assumir o cargo público. A apuração aponta que ela participou de audiências de custódia na defesa de presos ligados a organizações criminosas. A atuação ocorreu mesmo após a posse como delegada.
O namorado dela, segundo o Ministério Público, é um dos líderes do PCC e do tráfico de drogas em Roraima.
Ainda de acordo com as investigações, Layla e o namorado teriam adquirido uma padaria em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, com dinheiro de origem ilícita, utilizando o nome de um “laranja” para ocultar a real propriedade do negócio.
Entretanto, o Estatuto da Advocacia e normas estaduais proíbem delegados de polícia de exercer advocacia privada. A conduta pode configurar infração administrativa e crime.
O caso segue sob investigação policial. Por fim, a Justiça adotará as medidas cabíveis. A delegada permanece à disposição enquanto as apurações continuam.