Política Nacional

PT cobra esforço de militantes, em meio a pressão por candidatura de Haddad

O PT tem intensificado cobranças para que suas principais lideranças sejam candidatas. Esse pedido tem praticamente nome e sobrenome: Fernando Haddad.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Partido dos Trabalhadores (PT) cobrou um esforço de sua militância para reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleger bancadas maiores na Câmara e no Senado e também governadores. Apesar de a mensagem ser em tom genérico, a cobrança se soma ao que alguns petistas têm dito pública e reservadamente para que seus principais filiados sejam candidatos neste ano.

A resolução da Executiva Nacional do PT, divulgada na noite desta quinta-feira (29), fala que essa eleição “terá caráter histórico” e que a “reeleição do presidente Lula é condição estratégica para consolidar a democracia, derrotar o bolsonarismo, vertente brasileira do fascismo, os projetos antinacionais, antipovo e aprofundar as transformações iniciadas no Brasil, voltadas à superação das desigualdades e a um novo projeto de desenvolvimento nacional, soberano, sustentável e inclusivo”.

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Na quarta-feira (28), em conversa com jornalistas, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou o mesmo termo (“histórico”) para se referir ao momento atual e cobrar que as principais figuras do PT sejam candidatas, entre elas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“A tarefa que se coloca para 2026 exige, além da reeleição do presidente Lula, a construção de uma maioria democrática e popular no Congresso Nacional. É fundamental que nossa campanha dialogue com o povo brasileiro sobre a importância de eleger deputados(as), senadores(as) e governadores(as) do PT e dos partidos comprometidos com o projeto liderado por Lula”, afirmou a legenda.

Pressão por Haddad

O documento não cobra em nenhum momento que figuras públicas sejam candidatas, mas reforça em diversos trechos a necessidade de encarar o momento com seriedade. Fala, por exemplo, que esta será a “grande batalha política de 2026”.

“2026 é o ano para reafirmar que o Brasil escolhe a democracia, a justiça social, a soberania nacional e o futuro. E essa escolha passa, necessariamente, pela reeleição do presidente Lula, pela eleição de muitos(as) governadores(as) e de uma maioria parlamentar na Câmara e no Senado comprometida com esse projeto e pela derrota definitiva do bolsonarismo como projeto de poder”, disse.

O PT tem intensificado cobranças para que suas principais lideranças sejam candidatas. Esse pedido tem praticamente nome e sobrenome: Fernando Haddad. O ministro da Fazenda é o petista com grande relevância que mais resiste aos apelos para ser candidato. Outros, como a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, já aceitaram pedidos feitos por Lula. A paranaense, por exemplo, mudou seus planos e topou ser candidata ao Senado. Antes, pleitearia uma vaga na Câmara dos Deputados.

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