Economia

Como os impostos nos produtos de Carnaval podem arruinar seu orçamento

Essa análise minuciosa utiliza dados do Impostômetro, ferramenta do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT)

impostos nos produtos de Carnaval
Foto: Freepik

A alegria do Carnaval esconde uma conta salgada que muitos brasileiros desconhecem ao passar o cartão. Nesse sentido, atualmente, os tributos consomem mais da metade do valor de itens indispensáveis para a celebração. Desse modo, um estudo recente revela que a carga tributária sobre o uísque, por exemplo, atinge o patamar de 56,40%.

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Essa análise minuciosa utiliza dados do Impostômetro, ferramenta do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Consequentemente, o levantamento expõe como o governo arrecada montantes elevados em cada adereço ou bebida comercializada. Assim, nesse cenário, o cidadão acaba financiando os cofres públicos enquanto tenta apenas aproveitar os dias de descanso.

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O advogado tributarista e sócio do FurtadoNemer Advogados, Samir Nemer, afirma que a estrutura brasileira foca excessivamente no consumo.

“O sistema tributa pouco a renda e o patrimônio, sobrecarregando o preço final das mercadorias. Na prática, o consumidor paga impostos embutidos sem perceber a real dimensão do custo”, explica.

Ranking revela o peso dos impostos nos produtos de Carnaval

A lista de itens com alta tributação abrange desde bebidas clássicas até fantasias elaboradas. O chope apresenta uma carga de 44,39%, enquanto a caipirinha alcança 43,89%. Até mesmo produtos simples, como a cerveja em lata, possuem 39,07% de encargos. Além disso, as máscaras de plástico lideram os itens não alcoólicos com 46,62% de impostos.

Samir Nemer, explica que o fisco cobra tributos em cada etapa da produção. De acordo com o advogado, esse “efeito cascata” encarece drasticamente o produto desde a matéria-prima até a gôndola. Esse processo justifica por que o valor de mercado supera tanto o custo real de fabricação.

Impacto econômico e soluções para o folião

Apesar dos custos elevados, o Espírito Santo projeta uma movimentação financeira robusta para 2026. A estimativa do Connect Fecomércio-ES aponta que o evento injetará R$ 228,7 milhões na economia estadual.

Esse número representa um crescimento de 3,5% em comparação ao ano anterior. Os setores de hospedagem, transporte e lazer concentrarão a maior fatia desse capital, especialmente em cidades como Vitória e Guarapari.

Então, para não comprometer as finanças, o consumidor deve adotar estratégias de compra inteligente. Desse modo, comparar fornecedores e buscar promoções permite organizar o orçamento com eficiência. Optar por alternativas econômicas garante a diversão sem gerar dívidas futuras.

Confira os principais vilões do bolso no Carnaval:

  • Uísque: 56,40%
  • Máscaras de plástico: 46,62%
  • Fantasias de tecido: 45,66%
  • Óculos de sol: 43,91%
  • Cerveja (lata): 39,07%
  • Hospedagem: 25,90%
  • Passagem aérea: 22,10%

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Formada em Licenciatura Letras Português/Literatura. Experiência com assessoria pública e gestão administrativa. Atua na parte esportiva do Aqui Notícias e é cooperadora do podcast esportivo: Linha de Fundo, apresentado toda segunda, quarta e sexta.