Lama invade rua de escola e alunos perdem aula após chuvas em Cachoeiro
Problema recorrente no bairro São Geral é atribuído a loteamento em construção; empresa já foi multada.

A lama na rua João Sasso voltou a provocar transtornos no bairro São Geral, em Cachoeiro de Itapemirim, após as fortes chuvas registradas nesta terça-feira. O material desceu de um loteamento particular em construção e tomou a via.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO trecho mais afetado fica nas proximidades da Escola Municipal Jeny Guardia. Com a rua coberta por barro, muitos alunos não conseguiram chegar à unidade de ensino.
Segundo moradores, crianças e adolescentes enfrentaram dificuldades para atravessar o local a pé. A lama espalhada por toda a pista tornou o deslocamento inseguro, principalmente no horário de entrada das aulas.
Além disso, pais relataram que diversos estudantes perderam aula. Em alguns casos, responsáveis optaram por manter os filhos em casa diante da falta de condições adequadas de passagem.
De acordo com a comunidade, o problema não ocorre de forma isolada. Sempre que chove com maior intensidade, a lama escorre do loteamento em obras e se acumula na rua João Sasso.
A situação se repete há meses e tem gerado insatisfação entre moradores. Muitos afirmam que já comunicaram o problema a órgãos competentes, sem solução definitiva até agora.
Lama na rua João Sasso e a atuação do poder público
Moradores afirmam que o loteamento em construção não apresenta medidas eficazes de contenção de sedimentos. A ausência de drenagem adequada permite que a água da chuva arraste terra para a via pública.
Em nota, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que já multou a empresa responsável pelo loteamento. Além disso, o órgão afirmou que cobrou providências para solucionar o problema e evitar novos episódios.
Segundo a secretaria, o empreendimento precisa adotar medidas imediatas de controle ambiental. A fiscalização segue acompanhando o caso para garantir o cumprimento das exigências.
Pais de alunos demonstram preocupação com a segurança das crianças. O risco de quedas aumenta, especialmente para estudantes menores que precisam atravessar o trecho para chegar à escola.
A comunidade cobra uma solução definitiva tanto da empresa responsável quanto do poder público. Entre as reivindicações estão a implantação de drenagem eficiente e barreiras de contenção.
Especialistas em urbanismo alertam que obras desse porte devem cumprir normas ambientais. A falta de controle pode causar danos à infraestrutura urbana e à saúde pública.
Enquanto isso, moradores seguem convivendo com o problema. A cada nova chuva, a rotina se repete, com lama na rua e prejuízos ao acesso à educação.
A reportagem tentou contato com a empresa responsável pelo loteamento, mas não localizou os responsáveis. O espaço permanece aberto para manifestação.
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