Veja como o setor de rochas naturais pretende dobrar suas exportações até 2030
A principal barreira identificada pelo segmento reside na lentidão dos processos de licenciamento mineral e ambiental.

O setor brasileiro de rochas naturais vive um momento de ascensão sem precedentes após atingir a marca histórica de US$ 1,48 bilhão em vendas externas no último ano. Assim, animada pelo desempenho, a cadeia produtiva estabeleceu o objetivo ousado de alcançar US$ 3 bilhões em comercialização internacional até 2030.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiNesse sentido, para viabilizar esse crescimento, representantes do segmento estiveram em Brasília, apresentando demandas estratégicas ao Congresso Nacional.
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A cerimônia inédita, realizada no plenário da Câmara dos Deputados, reuniu lideranças empresariais e autoridades federais sob a liderança da bancada do Espírito Santo. Atualmente, os empresários focam na redução de gargalos burocráticos e logísticos que ainda limitam a competitividade brasileira frente a mercados como China e Itália.
O presidente da Centrorochas, Tales Machado, destacou na tribuna que a cadeia produtiva já demonstra alta maturidade e internacionalização.
“O setor agora necessita de um ambiente regulatório previsível e ágil para sustentar esse novo ciclo de desenvolvimento”, disse.
Gargalos logísticos e burocracia no setor
A principal barreira identificada pelo segmento reside na lentidão dos processos de licenciamento mineral e ambiental. Isso porque, atualmente, o prazo médio para obter uma autorização oficial de exploração permanente chega a oito anos e meio. Para as lideranças, esse tempo descompassa o Brasil da dinâmica acelerada do mercado globalizado de construção e design.
Outro ponto crucial envolve a infraestrutura de transporte para cargas pesadas. Desse modo, o setor defende investimentos em projetos rodoviários e portuários, citando o futuro Porto da Imetame como peça-chave para 2028. Além disso, a categoria pede a modernização das regras de peso bruto no transporte rodoviário, buscando equidade com outros ramos industriais.
O deputado federal e presidente da sessão, Josias Da Vitória (PP-ES), afirmou que o poder público deve garantir segurança jurídica e regras claras para quem produz.
“Apoiar o segmento significa consolidar o Espírito Santo como o maior polo de beneficiamento de rochas das Américas”, salienta.
Inclusão na Sudene e expansão global
Como estratégia de fortalecimento regional, o setor pleiteia a inclusão do Sul do Espírito Santo na área de abrangência da Sudene. A medida visa garantir paridade competitiva para o berço histórico da indústria, estimulando novos investimentos e a manutenção de empregos.
Paralelamente, a Centrorochas avança na criação de um hub logístico no Oriente Médio, através de um acordo com o Porto de Abu Dhabi. Essa iniciativa pretende reduzir prazos de entrega e custos promocionais na região, facilitando a entrada dos materiais brasileiros em mercados de alto padrão.
O proponente da solenidade, deputado federal Evair de Melo (PP-ES), ressaltou que o Brasil possui um dos parques fabris mais modernos do mundo. Para o parlamentar, o fortalecimento das exportações de rochas naturais é essencial para o equilíbrio da balança comercial brasileira e para o desenvolvimento sustentável do país.
Principais pleitos apresentados em Brasília:
Agilidade em licenciamentos minerais e ambientais
Expansão da infraestrutura logística e portuária
Revisão das normas de peso no transporte rodoviário
Inclusão do Sul capixaba nos benefícios da Sudene
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