Cobras são resgatadas em residências e acendem alerta no Caparaó
Casos recentes em Guaçuí e Alegre reforçam cuidados durante período chuvoso.

O aumento de cobras resgatadas em Guaçuí tem chamado a atenção de moradores nas últimas semanas. De acordo com o biólogo e educador ambiental Vinicius Cavati, ao menos três espécies foram retiradas de áreas residenciais recentemente: uma jararaca venenosa, uma cobra verde também considerada peçonhenta e uma jiboia.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiSegundo o especialista, as chuvas têm impactado o habitat natural desses animais. Com isso, as serpentes migram para áreas urbanas em busca de abrigo e alimento. Além disso, o acúmulo de lixo nas cidades favorece a presença de roedores, que servem de alimento para esses animais.
Cobras resgatadas exigem atenção redobrada
A Defesa Civil registrou um caso considerado atípico na segunda-feira (23), no município de Alegre. Durante a manhã, moradores identificaram uma serpente em frente ao posto médico do bairro Colina e acionaram a equipe. No local, os agentes confirmaram que se tratava de uma jararaca, espécie venenosa.
Em seguida, Vinícius foi acionado e realizou o resgate com segurança. No entanto, durante o deslocamento para a soltura do animal, a equipe recebeu um novo chamado. Desta vez, uma cobra verde apareceu dentro da casinha de um cachorro, em uma residência.
Logo depois, um terceiro acionamento mobilizou novamente a equipe. Uma jiboia foi localizada na mesma região urbana e também foi resgatada sem riscos para moradores ou para o animal.
De acordo com o biólogo, o período chuvoso impulsiona o aumento desses registros. As condições climáticas fazem com que as serpentes busquem locais secos e com oferta de alimento, o que inclui áreas residenciais.
Por isso, especialistas orientam que moradores mantenham os quintais limpos e evitem o acúmulo de lixo e entulho. Essas medidas reduzem a presença de roedores e, consequentemente, de serpentes.
Além disso, ao encontrar um animal silvestre, a recomendação é não tentar capturá-lo. O correto é acionar a Defesa Civil ou a Polícia Militar Ambiental para garantir a segurança de todos.
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