Pai que contou ao ChatGPT sobre plano para matar o filho de 8 anos é solto após 54 dias preso no ES
Suspeito, de 36 anos, ficou preso por 54 dias após polícia receber alerta sobre mensagens que indicavam possível plano contra o filho de 8 anos.

Um homem de 36 anos, investigado no Espírito Santo por um possível plano para matar o próprio filho, de 8 anos, deixou a prisão nesta quinta-feira (13). Ele ficou detido preventivamente por 54 dias.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA investigação começou após conversas mantidas pelo homem com o ChatGPT acionarem mecanismos de segurança da plataforma. Segundo a Polícia Civil, as mensagens apresentavam referências a um possível ataque contra a criança, além de pesquisas relacionadas a substâncias tóxicas e outros atos violentos.
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Diante do conteúdo considerado de alto risco, a OpenAI, responsável pelo ChatGPT, comunicou o caso ao FBI. As informações chegaram às autoridades brasileiras por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil do Espírito Santo em 16 de junho.
Prisão ocorreu antes da data apontada pela investigação
Três dias depois, em 19 de junho, o homem foi preso preventivamente ao sair de casa na zona rural de São Gabriel da Palha, no Espírito Santo.
Segundo a investigação, as conversas indicavam que uma ação contra a criança poderia ocorrer no dia seguinte à prisão.
Durante as buscas na residência, policiais apreenderam frascos contendo uma substância ainda não identificada e recolheram o celular do investigado para perícia.
A Polícia Civil também apura se ele chegou a procurar outra pessoa para executar o suposto plano contra o filho.
O homem confirmou ter realizado algumas pesquisas, mas negou que pretendesse matar a criança.
Justiça determina soltura após 54 dias
Nesta quinta-feira (13), a Justiça concedeu habeas corpus e determinou a soltura do investigado.
A Justiça considerou o tempo de prisão e destacou que, após mais de 50 dias, a polícia ainda não havia concluído o inquérito e o Ministério Público não havia apresentado denúncia
Apesar da liberdade, o homem deverá cumprir medidas cautelares. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se aproximar ou manter contato com o filho e com a mãe da criança.
A defesa sustenta que as conversas ficaram no campo da cogitação e afirma que o investigado não praticou nenhum crime.
A Polícia Civil do Espírito Santo aguarda a conclusão dos laudos periciais dos materiais apreendidos para finalizar o inquérito.
O episódio também coloca em discussão o uso de conversas com ferramentas de inteligência artificial em investigações criminais. Neste caso, as autoridades ainda analisam se existem outros elementos capazes de comprovar que o suposto planejamento avançou além das mensagens trocadas com a plataforma.
Com informações do portal BBC
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