Após matar namorada em Piúma, homem teria formatado celular da vítima para dar de presente
Polícia detalhou o feminicídio de Maria Aparecida, de 60 anos, em Piúma. Namorado confessou o crime e é investigado por golpes contra a vítima.

A Polícia Civil revelou novos detalhes sobre o feminicídio de Maria Aparecida da Silva, de 60 anos, ocorrido em Piúma. Segundo a investigação, o namorado da vítima, de 52 anos, confessou o crime e já vinha realizando compras, negociações e movimentações financeiras em nome dela sem o conhecimento da mulher.
O caso aconteceu na madrugada entre os dias 28 e 29 de agosto e, conforme a polícia, chamou atenção pela violência e pelas circunstâncias investigadas.
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“Crime bárbaro que chocou pela frieza do autor”, destacou o delegado Rodrigo Toscano, responsável pela investigação.
Maria Aparecida e o investigado mantinham um relacionamento havia cerca de dois meses. De acordo com a Polícia Civil, o homem se apresentava para a vítima como fazendeiro e buscava transmitir uma imagem de influência.
Durante o relacionamento, ele teria começado a adquirir bens e realizar negociações e movimentações bancárias sem que Maria Aparecida soubesse. Entre as transações investigadas está a compra de uma motocicleta em nome da vítima.
Uma das linhas investigadas aponta que o crime pode ter relação com cobranças feitas por Maria Aparecida depois que ela descobriu as compras e dívidas realizadas em seu nome.
A Polícia Civil, no entanto, ainda não considera a motivação esclarecida. O inquérito também não foi concluído.
Segundo a investigação, o homem matou a vítima e ateou fogo na região da cabeça. A polícia ainda busca esclarecer exatamente como ocorreu o assassinato.
O suspeito confessou o crime, mas não detalhou a dinâmica. Por isso, os investigadores ainda não sabem se Maria Aparecida foi morta em outro local e depois levada até um loteamento ou se o assassinato ocorreu no próprio terreno.
A polícia também informou que o homem utilizou o carro da vítima no dia do crime.
Outro detalhe apresentado durante a investigação envolve o telefone de Maria Aparecida. Segundo a Polícia Civil, depois do crime, o investigado formatou o celular da vítima com a intenção de entregá-lo de presente para a filha de uma mulher com quem mantinha outro relacionamento.
A Polícia Civil classifica o suspeito como golpista e afirma que ele atuava como estelionatário.
O homem é natural do Ceará, viveu durante anos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais e estava residindo no Espírito Santo havia poucos meses. Conforme informado pela polícia, ele não possuía passagens policiais.
A investigação também detalhou o comportamento do homem quando policiais foram até o endereço para intimá-lo.
Segundo a Polícia Civil, ele correu para o terraço e, em estado de alteração, tentou agredir os agentes e resistiu à ação policial.
Já na delegacia, o homem também teria ameaçado policiais de morte.
As investigações continuam para esclarecer a motivação e reconstruir toda a dinâmica do feminicídio.
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