Educação inclusiva: Allan Ferreira defende capacitação e valorização de profissionais que trabalham com pessoas neurodivergentes
Em entrevista ao Especial Eleições 2026, o parlamentar também destacou a importância de fortalecer a representação política do Sul do Espírito Santo.

O deputado estadual e candidato à reeleição Allan Ferreira (Podemos) defendeu a ampliação de políticas públicas de inclusão e a valorização dos profissionais que atuam no atendimento de crianças e adolescentes com transtornos do neurodesenvolvimento. Em entrevista ao Especial Eleições 2026, do aquinoticias.com, o parlamentar também destacou a importância de fortalecer a representação política do Sul do Espírito Santo.
Ao falar sobre os motivos pelos quais busca um novo mandato na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Allan Ferreira afirmou que sua candidatura está ligada à necessidade de ampliar a representatividade da região e continuar cobrando investimentos para os municípios do Sul capixaba.
“A gente pede o voto por um motivo: representatividade. Precisamos de representação aqui no Sul do Estado. A gente trabalha muito em busca de melhorar, dar mais qualidade de vida e trazer mais investimentos para a nossa região. Por isso, quero continuar na Assembleia, sempre defendendo o Estado do Espírito Santo e, claro, toda a nossa região aqui do Sul”, afirma o deputado e candidato à reeleição.
Inclusão além do autismo
Durante a entrevista, o deputado também abordou a necessidade de ampliar o debate sobre inclusão. Segundo ele, as políticas públicas não devem se limitar ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas contemplar diferentes condições que podem exigir acompanhamento especializado.
“Eu sempre falo sobre inclusão. A gente fala muito do TEA, mas temos o TOD, a dislexia e vários outros transtornos. O TEA hoje tem um crescimento exponencial. Hoje, a cada 30 crianças que nascem, uma é autista. Esse crescimento é exponencial. Daqui a 20 anos, pode ser uma em cinco”, afirma.
Na avaliação do candidato, a discussão também precisa considerar as famílias. Ele argumenta que pais e responsáveis enfrentam dificuldades que vão além do acompanhamento das crianças e adolescentes e que ainda há uma lacuna na oferta de políticas públicas específicas.
“A gente fala muito da criança e do adolescente, mas as famílias também precisam muito, mas muito, desse apoio de políticas públicas. Infelizmente, não existem muitas políticas públicas. Elas são mínimas no Brasil todo. Fala-se muito em inclusão, fala-se muito em autismo, mas inclusão é um todo”, ressalta o candidato.
Capacitação para profissionais
Outro ponto destacado por Allan Ferreira foi a preparação dos profissionais que trabalham diretamente com estudantes que necessitam de atendimento especializado. Para ele, a contratação de cuidadores sem formação adequada pode comprometer o atendimento dentro das escolas.
“Precisamos de capacitação profissional. Não é simplesmente fazer um curso, ser cuidador e trabalhar na educação com uma criança autista de nível de suporte 1, 2 ou 3. Chega lá e o profissional não tem a capacitação. Como você vai conseguir capacitar o profissional para trabalhar como cuidador? Hoje, todas as redes de educação convocam os profissionais, e muitos não vão ou vão um dia e não voltam mais”, explica.
O deputado também defendeu melhores condições de trabalho e remuneração para os profissionais responsáveis pelo acompanhamento de crianças e adolescentes que precisam de suporte especializado.
“Primeiro, não é fácil. Dependendo do nível de suporte, você precisa ter preparo e ser capacitado para cuidar daquela criança ou daquele adolescente. Segundo a carga horária é muito maçante para esses profissionais e cuidadores. Tem que haver valorização salarial. É preciso valorizar esse profissional para que ele queira estar ali e também se capacitar”.
Para Allan Ferreira, a capacitação não deve ficar restrita aos cuidadores. O candidato defendeu que professores também tenham formação para lidar com situações envolvendo alunos com necessidades específicas dentro das salas de aula.
“Às vezes, uma criança se desregula e o professor não está preparado para aquele momento. Geralmente, o professor estudou e fez uma faculdade e pós-graduação para dar aula para crianças típicas. Já deveríamos ter pensado nisso antes para hoje também termos profissionais preparados e capacitados para dar aula para crianças atípicas dentro de uma sala de aula”, afirma.
A entrevista completa com Allan Ferreira está disponível no Especial Eleições 2026 do aquinoticias.com, no YouTube do aquinoticias.com. O programa faz parte da série de entrevistas com candidatos que apresenta propostas e temas relacionados ao futuro do Espírito Santo nas eleições de 2026.
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