Marcelo Garcez analisa a eficiência e a gestão de riscos no transporte rodoviário
O setor enfrenta desafios de custos operacionais, integração de frotas e combate ao roubo de cargas nas cadeias logísticas

O transporte rodoviário de cargas no Brasil vive um período de profunda reestruturação operacional, pressionado pela necessidade de aumentar a eficiência logística e mitigar os impactos financeiros das incertezas e da criminalidade nas rodovias. Estudos do setor indicam que o custo logístico consome parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, tornando a otimização de frotas, a gestão de Acordos de Nível de Serviço (SLAs) e o controle de sinistros elementos centrais na estratégia de indústrias e transportadoras.
A eficiência no abastecimento industrial e comercial depende do alinhamento entre o desenho das rotas, a governança de processos e o gerenciamento de riscos. De acordo com o especialista em logística Marcelo Garcez da Silva, a adoção de frotas dedicadas e a parametrização de Indicadores Chave de Desempenho (KPIs) têm se consolidado como ferramentas para dar previsibilidade às operações.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp!“A segurança e a produtividade nas rodovias exigem uma gestão integrada. Quando o modelo operacional é desenhado com base em metas claras e em cooperação com as forças de segurança, o setor reduz perdas e ganha em estabilidade”, analisa Marcelo.
Com mais de 27 anos de atuação no segmento de transporte de cargas e gestão de supply chain, Marcelo reúne experiência executiva na diretoria de empresas como a Transportes Silveira Gomes Ltda. (TSG) e a LogX. No âmbito institucional, atua como Diretor Superintendente e Coordenador da Comissão de Segurança no SETCERGS, liderando discussões do setor privado com órgãos como a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Brigada Militar para o enfrentamento ao roubo de cargas e a melhoria da infraestrutura viária.
Entre os pontos técnicos destacados para a modernização do setor, sobressai a implementação de modelos de atendimento dedicado, como o Just-in-Time e o Milk-Run, que buscam reduzir estoques em trânsito e o tempo de permanência em pátios de carga. O uso de telemetria avançada, a roteirização analítica e a capacitação de motoristas para condução econômica auxiliam no controle do consumo de combustível. No âmbito da segurança, a aplicação de diretrizes baseadas na norma ISO 31000 e o compartilhamento de dados com órgãos policiais ajudam a conter sinistros e equilibrar os custos com apólices de seguro.
Marcelo Garcez já observou e percebeu que a dinâmica dessas soluções operacionais também orienta projetos de expansão e consultoria logísticas voltados a mercados internacionais, como o setor de distribuição nos Estados Unidos e tem planejado novas soluções e projetos para o mercado americano.
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