Saúde e Bem-estar

Insulina glargina chega ao SUS; veja quem tem direito

O SUS iniciou a oferta nacional da insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos, simplificando o tratamento e reduzindo o risco de hipoglicemia.

A foto mostra insulina glargina
Fonte: Divulgação l Ministério da Saúde

Controlar o diabetes exige disciplina diária, atenção à alimentação e o uso correto da insulina. Para muitas crianças, adolescentes, idosos e suas famílias, a rotina envolve várias aplicações ao longo do dia. Agora, uma mudança no Sistema Único de Saúde (SUS) promete tornar esse cuidado mais simples e seguro.

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O Ministério da Saúde iniciou a oferta nacional da insulina glargina para pacientes elegíveis. O medicamento, de ação prolongada, geralmente exige apenas uma aplicação diária. A novidade beneficia crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2, desde que atendam aos critérios clínicos estabelecidos.

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Quem pode receber a insulina glargina pelo SUS?

A insulina glargina já começou a substituir, de forma gradual, a insulina NPH para pacientes que se enquadram nos critérios definidos pelo Ministério da Saúde.

O medicamento será disponível para:

  • Crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1.
  • Pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou diabetes tipo 2.

A substituição não ocorre automaticamente. Antes, o paciente passa por avaliação clínica realizada por uma equipe de saúde. Somente após a prescrição médica, o tratamento pode ser iniciado.

Por que a insulina glargina representa um avanço?

A principal diferença está no tempo de ação do medicamento.

Enquanto outros esquemas podem exigir duas ou até três aplicações diárias, a insulina glargina mantém efeito prolongado e, na maioria dos casos, a aplicação acontece apenas uma vez ao dia.

Menos aplicações e mais qualidade de vida

A redução do número de injeções pode facilitar a adesão ao tratamento, principalmente entre crianças, adolescentes e idosos.

Além disso, o medicamento ajuda a manter a glicemia — quantidade de açúcar no sangue — mais estável durante o dia, reduzindo o risco de episódios de hipoglicemia. Essa condição ocorre quando os níveis de glicose caem excessivamente e podem provocar tontura, tremores, suor intenso, confusão mental e até perda de consciência.

Segundo o Ministério da Saúde, o uso da insulina glargina contribui para um tratamento mais seguro e melhora a qualidade de vida dos pacientes.

Como conseguir a insulina glargina na rede pública?

O acesso acontece nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

O paciente, ou seu responsável, deve apresentar a receita médica atualizada e procurar a UBS de referência. A equipe multiprofissional avaliará o histórico clínico e verificará se a substituição da insulina NPH é indicada.

Caso a transição ocorra, o paciente receberá orientações sobre:

Como aplicar corretamente a insulina

Os profissionais explicam a técnica adequada para evitar erros na aplicação e garantir a eficácia do tratamento.

Como armazenar o medicamento

A conservação correta mantém a qualidade da insulina e evita perdas.

Além da medicação, o SUS fornece uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de até três anos, além das agulhas necessárias para o tratamento.

Distribuição já começou em todo o país

O Ministério da Saúde iniciou o envio dos primeiros lotes para os estados. Até o momento, mais de 254 mil tubetes de insulina glargina e mais de 52 mil canetas reutilizáveis já foram distribuídos para parte do país.

A previsão é que todos os estados recebam os insumos até o fim de julho, permitindo a expansão gradual do tratamento na Atenção Primária à Saúde.

A iniciativa também fortalece a produção nacional do medicamento por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), estratégia que amplia a segurança do abastecimento e reduz a dependência de importações.

Para quem convive com o diabetes, a mudança representa mais do que um novo medicamento. Ela oferece, assim, uma rotina menos desgastante, maior segurança no controle da doença e melhores condições para manter o tratamento de forma contínua.

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